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Vídeo mostra senador com CNH vencida e carro sem placas ameaçando PMs e tentando fugir de abordagem: 'Estou liberado?'

2026-03-26 - 11:40

Senador é abordado com CNH vencida, sem placas e faz ameaça a policiais em SP A câmera corporal de um policial militar registrou o momento em que o senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos) foi abordado por policiais militares na manhã de segunda-feira (23), na Zona Norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), o parlamentar dirigia um Land Rover preto sem placas, com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há mais de um ano e sinalizadores irregulares no veículo. O parlamentar foi multado. Após os procedimentos, ele e o carro foram liberados. Nas imagens, é possível ver a equipe se aproximando do senador logo após ele tentar fugir de outra equipe. Os policiais, então, pedem os documentos, quando o parlamentar pega o celular e fala: 'Oi, major', demonstrando que está em contato com um oficial. Em outro momento, Giordano passa a filmar os policiais. Segundo informações do boletim da corporação, Giordano — que assumiu o mandato após a morte do senador Major Olímpio — foi abordado por policiais durante patrulhamento na Alameda Afonso Schmidt por volta das 8h17. De acordo com o registro, a equipe do 9o Batalhão de Caçadores identificou o veículo trafegando sem placas e com luzes estroboscópicas azul e vermelha ligadas. Na abordagem, o condutor teria se identificado inicialmente apenas como “federal” e se recusado a deixar o carro. "Não, eu não vou entender mais nada", disse o senador para os PMs que conversavam com ele sobre o motivo da abordagem. "Aqui é administrativo". O senador Alexandre Giordano na tribuna do Senado Federal, em Brasília. Waldemir Barreto/Agência Senado Ainda segundo a PM, após insistência dos agentes, o motorista desceu do veículo e se apresentou como senador da República. Durante a ação, que passou a ser registrada por câmeras operacionais, o parlamentar teria feito ameaças aos policiais. "Eu não vou mostrar nada mais", insistiu Giordano. "Me levem para a delegacia" "A gente vai liberar o senhor", respondeu um agente da Polícia Militar. Os agentes relataram ainda que pediram a documentação, mas o pedido foi negado. Em outro momento, o senador teria afirmado que entraria em contato com um coronel e, segundo o boletim, voltou a se recusar a apresentar os documentos. Com o porta-malas aberto durante a abordagem, os policiais identificaram o emplacamento correto do veículo, que estava guardado dentro do carro. A verificação do chassi confirmou que o automóvel era de uso particular. O senador ainda reclamou de um dos agentes que ligou a câmera corporal e o filmava _como determina o procedimento operacional da PM. "Ele ligou a câmera a hora que ele quis", falou ele que depois perguntou: "Estou liberado?" Senador dirigia carro sem placas e com CNH vencida LEIA MAIS MP abre inquérito contra deputada Fabiana Bolsonaro, que fez 'blackface' na Alesp, por suspeita de racismo, transfobia e misoginia Com apoio do PT, Alesp aprova projeto que autoriza Tarcísio a fazer até R$ 15 bilhões em empréstimos Eduardo Leite descarta ser vice e insiste em candidatura à presidência de 3a via: 'brasileiro precisa de alternativa ao medo' Ainda conforme o relato, o senador entrou no veículo e deixou o local, invadindo o passeio e quase atingindo um policial. O carro foi localizado novamente pouco depois, com apoio de outras equipes, no cruzamento da Rua Doutor César com a Avenida Braz Leme O Comando de Força Patrulha foi acionado e tomou ciência das infrações atribuídas ao parlamentar. A CNH de Giordano, segundo consulta realizada no local, estava vencida desde fevereiro de 2024. Foram lavrados autos de infração por conduzir veículo sem placas, dirigir com habilitação vencida e uso irregular de luzes estroboscópicas. Após os procedimentos, o senador e o veículo foram liberados. A GloboNews tentou contato com o senador, mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. Senador falou para PMs: 'Não vou mostrar nada mais' Reprodução MP abre inquérito contra deputada Fabiana Bolsonaro, que fez 'blackface' na Alesp, por suspeita de racismo, transfobia e misoginia

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