VÍDEO flagra ladrões 'surfando' em trem para furtar açúcar e soja no interior de SP
2026-03-17 - 15:10
Criminosos ‘surfam’ em trens em movimento para furtar carga de açucar e farelo de soja Criminosos foram flagrados em vídeo “surfando” em trens em movimento para furtar cargas de açúcar e farelo de soja. A Polícia Civil prendeu quatro pessoas em uma operação em Aguaí (SP) nesta terça-feira (17). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram As investigações apontam que o grupo tinha como principal alvo cargas de commodities e atuava na rota de escoamento do interior paulista até o Porto de Santos. Desde 2023, os ataques aumentaram de forma expressiva, com prejuízos estimados em R$ 13 milhões. LEIA TAMBÉM: Polícia Civil faz operação contra esquema milionário de furto de açúcar e soja em trens no interior de SP A Operação Ouro Branco, deflagrada pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento de Investigações Criminais (Deic), reuniu 29 policiais. Durante as diligências, os agentes apreenderam três carros, um caminhão, uma moto, sacos utilizados no transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais ligados à atuação do bando. Polícia Civil faz operação em Aguaí (SP) contra esquema milionário de furto de açúcar e soja em trens João Victor Neo/EPTV Mais notícias da região: OPERAÇÃO: Polícia Civil mira esquema milionário de furto de açúcar e soja em trens VÍDEO: saiba como é feito o único vinho brasileiro que está entre os 115 melhores do mundo FATALIDADE: Jovem de 18 anos morre após grave acidente em rodovia de Pirassununga Quadrilha estruturada Segundo a investigação, as cargas pertencem à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA/VLI) e, durante o trajeto ao porto, criminosos acessam os vagões em movimento, retiram o material e o jogam na linha férrea. A organização criminosa era dividida em quatro frentes. A primeira era a equipe de vandalismo, com integrantes que atuavam diretamente na ferrovia, sabotando os trens para forçar paradas e abrir os vagões. Operação em Aguaí (SP) combate furto de cargas de açúcar e soja em ferrovias Polícia Civil/Divulgação A segunda era formada por coletores, responsáveis por recolher o açúcar jogado na linha férrea e levá-lo para áreas de mata. A terceira atuava na logística: intermediários pagavam entre R$ 10 e R$ 15 por pessoa e transportavam a carga em vans e kombis para imóveis e sítios da região. Por fim, havia os receptadores, que operavam galpões onde o produto era limpo, reembalado e revendido com notas fiscais fraudulentas, como se fosse legal. Além das perdas financeiras, os crimes também afetam a logística e podem provocar falta de produtos no Porto de Santos, gerando impactos no comércio internacional, segundo a polícia. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara