Trump admite falta de 'armamento de ponta', mas diz que EUA têm suprimentos para 'guerra para sempre'
2026-03-03 - 05:33
O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma cerimônia de entrega da Medalha de Honra na Casa Branca, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta terça-feira que o país "não está onde gostaria" em relação à quantidade de armamento de ponta que possui. Contudo, segundo Trump, os EUA têm estoques "praticamente ilimitados" de armamentos de médio e médio-alto alcance. "Como me foi dito hoje, temos um suprimento praticamente ilimitado dessas armas. Guerras podem ser travadas 'para sempre' e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos (que são melhores do que as melhores armas de outros países!)", afirmou em publicação na Truth Social. Ainda de acordo com o republicano, o baixo estoque de armamentos de ponta se dá pelas doações feitas pelo ex-presidente Joe Biden ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. "O sonolento Joe Biden gastou todo o seu tempo e o dinheiro do nosso país dando tudo para P.T. Barnum (Zelensky!) da Ucrânia — centenas de bilhões de dólares em armamento — e, embora tenha doado grande parte do armamento de ponta (de graça!), não se preocupou em repô-lo", afirmou. ➡️P. T. Barnum foi um empresário americano criador do circo moderno. Conhecido como "príncipe das falcatruas", Barnum é representado no famoso filme "O Rei do Show (2017)", em que o personagem que leva seu nome é criticado por enganar o público. Mais cedo, Trump defendeu sua ofensiva no Irã e disse que os ataques eram "a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano" e que o conflito deve durar "quatro ou cinco semanas ou mais". Entenda como EUA e Israel infiltraram o espaço aéreo do Irã e neutralizaram as defesas do país em poucas horas ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Em sua primeira fala pública sobre o conflito, Trump afirmou ainda que seu objetivo é destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as "ambições nucleares" do país do Oriente Médio e o financiamento do governo do Irã a grupos terroristas. O norte-americano indicou ainda não estar disposto a voltar a dialogar com Teerã — EUA e Irã vinham travando negociações para assinar um acordo de não proliferação de armas nucleares. "Não dá lidar com essas pessoas", discursou Trump durante uma cerimônia para a concessão de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, na Casa Branca. A fala ocorreu em um evento de entrega de medalhas de honra a soldados mortos no conflito. Até o momento, quatro militares tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas norte-americanas. Outros 18 soldados estão feridos em estado grave após ataques retaliatórios iranianos, segundo a rede CNN Internacional. Trump reiterou argumentos de que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e afirmou que o país expandia "rápida e dramaticamente" seu programa de mísseis, que representavam uma ameaça colossal aos EUA, às bases militares dos EUA no Oriente Médio e à Europa. O presidente norte-americano reiterou estar "muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear" feito pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos. Trump disse que a guerra era "nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã". "Eliminamos a liderança [iraniana] em 1 hora", completou. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia de entrega de medalhas a veteranos de guerra na Casa Branca, em 2 de março de 2026. Jonathan Ernst/ Reuters Segundo ele, os EUA estão destruindo as capacidades de mísseis do Irã, tanto os já feitos quanto a produção de novos mísseis, e afundaram pelo menos 10 navios iranianos. Trump afirmou que os objetivos da guerra são: "Garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear" "Garantir que o regime do Irã não consiga mais financiar os grupos terroristas do Oriente Médio" "Achamos que tínhamos um acordo, aí eles deram para trás. De novo, achamos que tínhamos fechado um acordo, e eles novamente deram para trás. Uma hora falamos chega", afirmou. Mais cedo, Trump disse à rede CNN Internacional que a "grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir". INFOGRÁFICO - Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação. Arte/g1