Suspeito de matar a mulher na frente da filha de 2 anos pediu abrigo e confessou o crime, diz testemunha
2026-02-10 - 16:15
Homem é preso em flagrante suspeito de feminicídio em Aparecida de Goiânia O suspeito de matar a mulher a facadas na frente da filha de 2 anos, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana de Goiânia, pediu abrigo a um amigo e confessou o crime logo. A informação é desse amigo, que testemunhou à polícia, de acordo com o termo da audiência de custódia de Paulo Roberto Soares Coelho, de 28 anos. Ele é investigado por feminicídio contra Sandyleia da Silva Barreira, de 27 anos. O suspeito está preso preventivamente. O g1 procurou a Defensoria Pública, responsável pela defesa de Paulo Roberto na audiência de custódia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com essa testemunha, que é um colega de trabalho, na madrugada de sábado (7), quando aconteceu o crime, Paulo Roberto foi à sua casa, pedindo um abrigo para pernoitar. As roupas dele e da filha tinham manchas "de substância avermelhada, aparentando ser sangue humano". Segundo esse amigo, Paulo confessou ter matado a companheira. De acordo com a juíza Laís Fiori Lopes, a partir dos depoimentos obtidos pela polícia, depois que os policiais chegaram Paulo Roberto negou o crime e apresentou um endereço falso sobre onde morava. Outra testemunha, porém, ajudou a polícia a chegar ao endereço correto, no bairro Jardim Tropical. Na residência do casal, o corpo de Sandyleia foi encontrado caído no chão da cozinha, com aproximadamente dez facadas. Segundo a juíza, foi necessário manter o suspeito preso, em função "da gravidade concreta do crime". "Trata-se de crime de homicídio qualificado, praticado, em tese, contra sua companheira, no interior da residência do casal, mediante múltiplos de golpes de arma branca (faca), na presença de sua filha de menos de 2 anos de idade", afirmou a magistrada. Jovem é morta por companheiro na frenta da filha, em Goiás Reprodução/ Facebook Sandyleia Reincidência Outro motivo apontado pela juíza Laís Fiori para a manutenção da prisão de Paulo Roberto foi o seu histórico criminal. Em sua decisão, a magistrada destacou que ele já tinha condenação por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha e estava cumprindo regime semiaberto. De acordo com o seu perfil no Facebook, Paulo Roberto morava em Palmas, no Tocantins, antes de se mudar para Aparecida de Goiânia , em setembro de 2022. Segundo o 45o Batalhão da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, a menina de 2 anos ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar da cidade. O g1 tentou contato com o Conselho, mas não localizou a conselheira responsável pelo caso até a última atualização desta reportagem. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.