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Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo

2026-03-20 - 20:00

Entidades do setor de combustíveis pedem providências para diminuir riscos de desabastecimento no Brasil. As organizações ligadas à indústria do petróleo defendem a adoção de providências o mais breve possível. A nota é assinada pela Fecombustíveis e Sincopetro, que representam setor de varejo, Abicom, que une importadoras de petróleo, Refina Brasil, que representa refinarias, Sindicom e BrasilCom, que unem distribuidoras). Segundo o documento, as entidades acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o mercado internacional de petróleo e derivados. “Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional.” Em um cenário de elevada volatilidade externa, diz a nota, as entidades consideram importante esclarecer os elementos que influenciam a formação do preço do combustível. Como é composto o preço do diesel As entidades argumentam que o diesel vendido nos postos é chamado de “B”. Ele é composto atualmente por 85% de diesel “A” e 15% de biodiesel. Assim, segue a nota, medidas sobre o diesel “A” não se transferem, automaticamente e de maneira integral, ao produto comercializado ao consumidor. A tamanho desse efeito depende, entre outros fatores, da proporção da mistura obrigatória, do custo do biodiesel, do ICMS, do frete, dos custos operacionais e da origem de aquisição do produto, dizem as entidades. Segundo os cálculos das entidades, o aumento que a Petrobras anunciou de R$ 0,38 no diesel “A” representaria, aproximadamente, R$ 0,32 por litro no produto diesel “B”, que é o diesel adquirido pelos consumidores. As entidades argumentam que isso se soma a outras fatores. Os leilões realizados pela Petrobras, onde o diesel A tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, por exemplo. Esse preço, dizem as organizações, está acima do preço de referência das refinarias da própria companhia. A nota também reforça que parte relevante do abastecimento nacional também vem de refinarias privadas e de importadores. E que essas empresas não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços de diesel “A” sempre de acordo com as referências internacionais. As oscilações no valor do petróleo e dos derivados tendem a se refletir em toda a cadeia, dizem as entidades. Ainda que de maneira não uniforme e resultado de vários fatores. Segundo a nota, o pacote do governo que zerou PIS/ Cofins e deu subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel ainda não entrou em vigência As entidades argumentam que os efeitos da redução de impostos e subsídios anunciados pelo governo federal têm relevância. Porém, seus efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do preço do diesel. Além de como o combustível é suprido e tributação ao longo de toda cadeia.

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