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Sem imunidade e sob pressão do calendário eleitoral, delação de Vorcaro vira xadrez no STF e na PF

2026-03-24 - 13:10

Investigadores já discutem termos de negociação de uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro e são diretos sobre proposta que ainda está em discussão: chance zero de imunidade penal. A avaliação é de que o material já reunido é robusto e que qualquer acordo só avança se trouxer fatos novos, consistentes e comprováveis. O banqueiro já firmou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal (PF), o que abriria caminho para uma eventual delação premiada. Nos bastidores, há também uma preocupação central em não “encavalar” a delação com o calendário eleitoral. A leitura é de que, se o processo se arrastar, pode acabar sendo empurrado para depois das eleições, para evitar acusações de interferência política. Advogados que acompanham o caso estimam um prazo de menos de seis meses para definição. Mas, se esse tempo for ultrapassado, investigadores admitem que é melhor adiar a delação do que contaminar o processo. Acesse o canal da Andréia Sadi no WhatsApp No entanto, a aposta de investigadores é de que até o meio do ano a delação esteja avançada. Uma frase tem sido repetida por quem está na apuração: “Não tem exclusão imediata nem inclusão obrigatória.” Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ou seja, não há garantia de blindagem para ninguém, nem obrigação de incluir nomes sem lastro nem provas, obviamente. No Supremo Tribunal Federal (STF), o tema já é tratado como um xadrez institucional. Ministros fazem contas sobre quem analisaria uma eventual delação. Hoje, a tendência natural seria a Segunda Turma, com quatro votos. Mas há a possibilidade de o ministro André Mendonça, relator do caso, levar ao plenário. Se isso acontecer, a conta muda: a composição de votos pode mudar, especialmente com eventuais impedimentos de ministros citados; Mendonça poderia sair com pelo menos quatro votos alinhados, redesenhando o equilíbrio da decisão. No pano de fundo, a pressão é total: se Vorcaro não delatar — ou se a colaboração for considerada fraca ou seletiva —, ministros do Supremo ouvidos pelo blog avaliam que ele pode enfrentar penas superiores a 20 ou até 30 anos de prisão.

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