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Sancetur faz a melhor oferta para operar o Lote Sul do transporte público de Campinas

2026-03-05 - 17:53

Processo licitatório do transporte coletivo de Campinas na sede da Bolsa de Valores, em São Paulo Fernando Evans/ g1 A empresa Sancetur foi declarada vencedora da concessão do Lote Sul do transporte público de Campinas durante sessão pública realizada na sede da B3, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (5). O leilão do Lote Norte acontece em seguida. O grupo ofereceu R$ 9,54 (deságil de 14,90%) para o valor de tarifa por passageiro — cujo teto estabelecido pelo edital foi de R$ 11,21 para o lote. 🔎O processo licitatório está dividido em dois eixos principais estruturantes do transporte: Lote Sul, que atende às regiões Leste, Sul e Sudoeste; e Lote Norte, que atende às regiões Norte, Oeste e Noroeste. O leilão concede o sistema de transporte coletivo convencional por um período de 15 anos, prorrogáveis por mais cinco anos. De acordo com o edital, venceria a licitação a empresa ou consórcio que oferecesse a melhor proposta para o município; entre os critérios, estava a menor tarifa por passageiro. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Como funciona? Segundo o edital, vence a licitação a empresa ou consórcio que oferecer a melhor proposta para o município; entre os critérios, está a menor tarifa por passageiro. O documento estabelece um teto para a tarifa em cada lote, e uma proposta com valor acima disso já é automaticamente desclassificada. Por outro lado, a tarifa não pode ser tão baixa que demonstre não ser possível executar o serviço. Caso na abertura dos envelopes a diferença entre a melhor oferta e as demais seja de até 10%, é aberta uma etapa de lances públicos, em que os grupo habilitados podem reduzir a tarifa ofertada anteriormente. Somente após encerrada a fase de lances com a menor tarifa, é que será aberto o 3o envelope, no qual a empresa dona da melhor oferta precisa comprovar em documentos que tem condições de operar o sistema. Caso não consiga comprovar as exigências, a segunda colocada é chamada, e assim por diante, até a conclusão do processo e a definição de quem assume o contrato.. Ônibus do transporte público municipal de Campinas Fernanda Sunega/Prefeitura Municipal de Campinas Propostas recebidas Foram recebidas seis propostas no processo de licitação, três para cada um dos lotes em disputa. ➡️ Lote Sul: regiões Leste, Sul e Sudoeste Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda Capital Social: R$ 100.000.000,00 Administrada por Luiz Arthur Valverde Rodrigues Abi Chedid, tendo como sócia a SOU Holding de Mobilidade Ltda. Consórcio Andorinha Empresa Líder: Rhema Mobilidade Ltda. Capital Social: R$ 68.892.218,00 Sócio-Administrador Luciano Cristian de Paula. Integram o consórcio: New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda. e WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda. Consórcio VCP Mobilidade Empresa Líder: Mobicamp Ltda Capital Social: R$ 60.000.000,00 Administrada por Walter Godoy Bueno, com as sócias VUG Participações e VGM Participações. Integra o consórcio: Red Log Ltda. ➡️ Lote Norte: regiões Norte, Oeste e Noroeste Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda Capital Social: R$ 100.000.000,00 Administrada por Luiz Arthur Valverde Rodrigues Abi Chedid, tendo como sócia a SOU Holding de Mobilidade Ltda Consórcio Grande Campinas Empresa Líder: Rhema Mobilidade Ltda Capital Social: R$ 68.892.218,00 Sócio-Administrador Luciano Cristian de Paula. Integram o consórcio: Transporte Coletivo Grande Marília Ltda., Nova Via Transportes e Serviços Ltda., WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda. e Auto Viação Suzano Ltda. Consórcio MOV Campinas Empresa Líder: Bampar Participações Ltda. Capital Social: R$ 110.030.000,00 Sócios-Administradores: Belarmino da Ascenção Marta e Belarmino da Ascenção Marta Junior. Integra o consórcio: Tupi – Transporte Urbano de Piracicaba Ltda. O g1 reuniu o CNPJ das empresas listadas como participantes na ata de entrega dos envelopes, realizada no dia 25 de fevereiro, e obteve as informações por meio da consulta pública no portal RedeSim, do governo federal, que fornece dados cadastrais das empresas, como capital social e sócios. Sessão pública de recebimento dos envelopes foi realizada na B3, na capital paulista, nesta quarta Victor Hugo Bittencourt/EPTV O edital Para a construção do edital, a prefeitura de Campinas analisou 1,1 mil contribuições apresentadas pela população na consulta pública, que durou de 2 de abril a 2 de julho de 2025. As respostas às contribuições podem ser acessadas no site da Emdec. A administração municipal ressalta que a licitação "adota princípios de equilíbrio econômico-financeiro e consolida a separação entre tarifa pública (paga pelo usuário) e tarifa de remuneração (paga ao operador). O modelo permite políticas públicas como subsídios e eventuais gratuidades, sempre condicionadas à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e ao planejamento orçamentário". Os investimentos em renovação da frota de ônibus serão da ordem de quase R$ 900 milhões, ao longo dos cinco anos iniciais de contrato; e mais R$ 800 milhões ao longo dos dez anos restantes, totalizando R$ 1,7 bilhão em 15 anos. Também haverá investimentos em tecnologia embarcada e nos terminais e estações, totalizando R$ 1,9 bilhão em investimentos. Sessão pública de abertura dos envelopes para definição de quais empresas vão operar o transporte público de Campinas (SP) pelos próximos 15 anos ocorreu na sede da B3, em São Paulo (SP) Fernando Evans/g1 LEIA TAMBÉM Licitação do transporte público em Campinas: veja 10 pontos do edital que podem melhorar o serviço Campinas publica novo edital de licitação para concessão do transporte público Histórico Inicialmente prevista para março de 2016, a nova licitação é aguarda porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. Segundo o tribunal, as empresas não poderiam ter passado pelo sistema de avaliações técnicas dentro da licitação de preços. Em agosto de 2019, a prefeitura lançou a primeira versão do edital, mas o documento foi suspenso pelo TCE dois meses depois e acabou barrado pela Justiça em novembro daquele ano. A licitação de 2005 venceu em 2020 e a definição do novo contrato virou uma "novela". Com a anulação, a administração municipal recomeçou o processo para consolidar um novo edital, que foi publicado em dezembro de 2022 — já na gestão Dário Saadi (Republicanos). Em março de 2023, o processo chegou a ser interrompido pelo TCE após contestação pelo sindicato das empresas do segmento (Setcamp). Em maio de 2023, o TCE-SP determinou a reformulação do edital com correções de 14 itens para o processo ser retomado. A reformulação foi publicada no dia 14 de julho. Os estudos para adequações foram realizados pela Emdec e secretarias de Transporte, Administração e Justiça, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com as correções no edital, a licitação ocorreu em 20 de setembro de 2023, mas foi declarada deserta, porque nenhuma empresa apresentou oferta para a concessão. Com isso, a prefeitura recomeçou o processo licitatório do zero. A administração municipal abriu em outubro de 2023, a segunda consulta pública para receber sugestões que pudessem contribuir com o processo. Foram 131 manifestações recebidas. Em junho de 2024 foi nomeado, pela administração municipal, um Grupo de Trabalho Intersecretarial, para conduzir a nova licitação do transporte coletivo. Por fim, em dezembro do ano passado, foram realizadas as audiências públicas para apresentação, à população, da nova proposta de edital. Terminal Campo Grande, em Campinas (SP): metrópole tenta definir nova licitação do transporte público Carlos Bassan/PMC VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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