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Síndico estava de luvas e encapuzado ao atacar corretora, diz polícia

2026-02-19 - 15:53

Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio O síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por matar a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, vestia luvas e estava encapuzado quando a atacou, segundo a Polícia Civil. Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), a polícia divulgou um vídeo gravado por Daiane que mostra o momento do ataque no subsolo do prédio em Caldas Novas, na região sul de Goiás (veja acima). Cléber confessou o crime à polícia. Em nota, a defesa do síndico disse que ainda não teve acesso à integralidade dos documentos recentemente inseridos na investigação, sobretudo ao Relatório Final Policial, de modo que somente se manifestará após a análise de todo o seu conteúdo. O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso suspeito de ocultação, mas a polícia concluiu que ele não teve participação no crime. O g1 entrou em contato com a defesa de Maicon e aguarda retorno. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A corretora Daiane Alves ficou desaparecida por mais de 40 dias depois de descer ao subsolo do prédio onde morava para verificar um problema de queda de energia. Cléber foi preso pouco mais de um mês depois e confessou o crime. Cleber Oliveira está preso suspeito da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Arquivo Pessoal/ Fernanda Alves e Wildes Barbosa/O Popular O vídeo recuperado do celular de Daiane, que foi encontrado na tubulação do prédio, mostra o momento em que ela sai do elevador (veja o vídeo no início do texto). A polícia afirma que o homem de camisa branca que aparece no vídeo é Cléber. Segundo a investigação, as imagens mostram: Daiane descendo ao subsolo; Cléber já presente no local; Aproximação pelas costas, com capuz no rosto; Início da agressão; Gravação interrompida abruptamente. "Quando ela filma rapidamente o Cléber, ele já estava com luvas nas duas mãos e com a capota do carro aberta. [...] Quando ele ataca ela pelas costas, ele usa como se fosse um capuz para tentar tampar o rosto. Tudo isso desenha para a gente uma premeditação muito grande", disse o delegado João Paulo Mendes. De acordo com a Polícia Civil, Cléber será indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Morta com dois tiros Cléber alegou que matou a corretora no subsolo do prédio após uma discussão sobre o corte de energia. Entretanto, a polícia concluiu que a corretora foi morta fora do prédio, pois é impossível que ninguém tenha escutado os tiros. De acordo com a polícia, os disparos contra ela provavelmente foram feitos na região de mata em que o corpo foi encontrado. O laudo da causa da morte apontou que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça. O superintendente da Polícia Científica Ricardo Matos disse que uma das balas ficou alojada e a outra saiu pelo olho esquerdo da vítima. A arma usada no crime foi uma .380 semiautomática. Mais de 40 dias desaparecida A corretora Daiane Alves, natural de Uberlândia (MG), morava em Caldas Novas há dois anos apara administrar as locações dos apartamentos da família na cidade. No dia 17 de dezembro, ela gravou um vídeo descendo até o subsolo. Corretora de imóveis enviou vídeo para amiga momentos antes de desaparecer em Caldas Novas O vídeo que a corretora gravava quando desembarcou no subsolo pela última vez é o vídeo recuperado pela polícia e que ajudou a esclarecer como ela foi morta.

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