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Rivalidade, tiros pelas costas e digital de suspeito: veja cronologia do assassinato de produtor de abacaxi no TO

2026-03-17 - 14:30

Vídeo mostra momento em que produtor rural é assassinado em Miranorte Investigações da Polícia Civil apontaram que a morte do produtor de abacaxi José Geraldo Oliveira Fonseca teria sido motivada por uma rivalidade entre fazendeiros. Conforme a polícia, seis pessoas, entre mandante, intermediários e pistoleiros, participaram do crime. Ele foi assassinado quando estava jantando em uma pizzaria com a família. Os investigados são o fazendeiro Roberto Coelho de Sousa, apontado como mandante do crime, Adão dos Reis, Diego Andrade e Raquel Faria, suspeitos de serem os intermediários do crime. Os dois pistoleiros, Rosevaldo Pedrosa de Albuquerque Júnior e José Nadson de Santana Júnior, morreram em confronto com a polícia durante cumprimento do mandado de prisão em Maceió (AL). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A defesa de Roberto Coelho de Sousa e Adão dos Reis informou que não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede uma análise mais detalhada do caso (veja a nota completa abaixo). A defesa de Raquel Faria disse que, neste estágio processual, prioriza o exame técnico e integral dos autos antes de emitir qualquer pronunciamento (veja a nota completa abaixo). O g1 não conseguiu contato com a defesa de Diego Andrade da Silva até a última atualização desta reportagem. LEIA MAIS Quem é o produtor de abacaxi que teve a morte encomendada por fazendeiro rival no TO, segundo a PC Vídeo mostra assassinato de produtor de abacaxi no TO; fazendeiro rival é apontado como mandante pela polícia Saiba quem é o fazendeiro preso suspeito de encomendar a morte de rival no ramo de abacaxi no TO Suspeitos de intermediar morte de produtor de abacaxi no TO assistiram assassinato, diz parente Confira na reportagem a ordem cronológica do crime Antes do assassinato Investigações apontaram que José Geraldo e Roberto Coelho tinham uma rivalidade comercial no mercado de abacaxi e problemas pessoais, que teriam motivado o crime. Segundo a polícia, os dois eram inimigos declarados e a disputa direta por espaço na produção e comercialização da fruta ajudou a agravar o conflito. A polícia também afirma que eles tinham problemas pessoais, que não foram detalhados. Assassinato na pizzaria - 7 de setembro de 2024 O produtor rural foi morto na noite do dia 7 de setembro, quando estava jantando em uma pizzaria em Miranorte. Os supostos intermediários do crime, Raquel Faria e Diego Andrade, estavam presentes na pizzaria no momento em que José Geraldo foi assassinado. Segundo relato de uma parente de José Geraldo, os dois chegaram a cumprimentar a vítima e a família momentos antes do crime. Imagens da câmera de segurança registraram o momento em que dois homens chegaram ao estabelecimento em uma moto (veja vídeo acima). Um dos criminosos desceu e atirou no produtor pelas costas. Um dos criminosos ainda levantou a vítima parcialmente e fez outro disparo antes de fugir do local. Conforme um parente da vítima, Raquel Faria e Diego Andrade chegaram a comparecer ao velório. Momento em que criminosos invadiram pizzaria e mataram empresário PCTO/Divulgação Operação da Polícia Civil - 10 de março de 2026 A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra os suspeitos no dia 10 de março. O suposto mandante, Roberto Coelho, e os três intermediários foram presos na ação. Na operação, os dois homens apontados como os pistoleiros que atiraram no produtor foram encontrados em Maceió (AL) e morreram durante confronto com a polícia. Na ação realizada em endereço ligado ao fazendeiro Roberto Coelho, um policial militar da reserva foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo, após a apreensão de três armas. Ele pagou fiança de R$ 1.621 e foi liberado, permanecendo investigado. A Polícia Militar do Tocantins informou que o policial é da reserva remunerada e que, até o momento, não há confirmação oficial de ligação direta entre ele e o assassinato de José Geraldo. Segundo a polícia, a identificação de um dos atiradores foi feita por meio do trabalho de papiloscopia, que obteve fragmentos de digitais de um dos executores, além de apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, e da Polícia Rodoviária Federal. Íntegra da nota de Roberto Coelho de Sousa e Adão dos Reis Defesa de Roberto Coelho e Adão dos Reis Inicialmente, cumpre destacar que, até o presente momento, a defesa não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão. Ressalta-se que o acesso aos autos é prerrogativa fundamental da advocacia, sendo indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal. Diante disso, a defesa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para obter imediato acesso aos autos e, a partir da análise técnica do procedimento. Por fim, reitera-se que todo investigado ou acusado possui o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual qualquer conclusão antecipada deve ser evitada até que os fatos sejam devidamente esclarecidos no âmbito do processo. Íntegra da nota Raquel Faria Defesa de Raquel Faria Na condição de representantes jurídicos de um dos investigados, compreendemos a relevância social do caso e a necessidade de informar o público, entretanto, esclarecemos que, neste estágio processual, a defesa prioriza o exame técnico e integral dos autos antes de emitir qualquer pronunciamento circunstanciado sobre o mérito das suspeitas levantadas. É imperativo ressaltar que a análise detida dos elementos probatórios e das ordens de prisão é medida indispensável para a elaboração de uma defesa técnica eficaz, de modo que qualquer manifestação precipitada sobre detalhes das investigações poderia comprometer não apenas a estratégia defensiva, mas o próprio curso do inquérito policial. Assim que for concluído o acesso a todo o conteúdo das diligências, incluindo as informações provenientes das prisões efetuadas e mandados cumpridos, providenciaremos as medidas cabíveis para assegurar a proteção dos direitos e das garantias fundamentais de nossos constituintes, visto que nossa postura é pautada pela estrita colaboração com as autoridades competentes e pelo respeito incondicional à Justiça. A defesa se fará presente em todos os atos necessários para demonstrar a ausência de envolvimento do cliente com as condutas imputadas, sempre sob a égide do devido processo legal e da presunção de inocência, estando convictos de que, no decorrer das investigações e da instrução processual, a verdade será restabelecida e a inocência do nosso cliente será devidamente comprovada. Íntegra da nota da Polícia Militar A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informa que, na manhã de terça-feira (10), durante o cumprimento de mandados judiciais relacionados à investigação do homicídio do produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, ocorrido em setembro de 2024 no município de Miranorte, um policial militar da reserva remunerada foi conduzido pela Polícia Civil do Tocantins. Durante diligências realizadas, foram localizadas armas de fogo em situação irregular, fato que resultou na lavratura de auto de prisão em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, conforme previsto no artigo 12 da Lei no 10.826/2003. Após os procedimentos na 10a Central de Atendimento da Polícia Civil, em Miracema do Tocantins, foi arbitrada fiança pela autoridade policial, sendo o conduzido posto em liberdade mediante alvará de soltura, permanecendo o caso sob investigação da Polícia Civil. A Polícia Militar ressalta que o envolvido encontra-se na condição de militar da reserva remunerada, não estando no exercício de atividade operacional no âmbito da Corporação. Ressalta, ainda, que, até o momento, não há confirmação oficial de relação direta entre o referido militar e os demais suspeitos investigados no caso. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil. A Polícia Militar do Tocantins reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições, colocando-se à disposição para colaborar com os órgãos responsáveis pela apuração dos fatos. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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