Repórter de Roraima viraliza por 'vozeirão' e é comparado a Cid Moreira: 'cria de rádio', 'marcante'
2026-03-24 - 21:50
Vídeos mostram hospital de Rorainópolis com mosca e sujeira A entrada ao vivo do repórter Miguel Rodrigues, de 19 anos, no Jornal de Roraima 1° Edição, viralizou e chamou atenção não apenas pela notícia sobre Rorainópolis, onde trabalha, mas pela voz grave. O trecho de um vídeo dele foi publicado em vários perfis nas redes sociais e acumulam mais de 100 mil visualizações (assista — e ouça — acima). Entre os comentários, alguns acreditam que se trata de uma voz gerada por inteligência artificial; outros o elogiam com termos como, "cria de rádio", "voz marcante", "vozeirão" e até o comparam ao rapper MD Chefe, conhecido pelo estilo mais grave, e ao locutor e ícone do jornalismo brasileiro, Cid Moreira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp No trecho do ao vivo, Miguel noticiava a sujeira e até moscas do hospital de Rorainópolis, no Sul de Roraima. Ele disse que ainda está aprendendo a lidar com a repercussão viral. Apesar da exposição, afirma ser tímido e está "um pouco assustado com a forma como tudo tomou proporção". "Nunca esperei viralizar nas redes sociais. Em questão de comentários, tem uns muitos legais: elogios, dicas, pessoas que também trabalham na área e me mandaram mensagem. Eu gosto, respondo todos. Mas também tem aqueles comentários maldosos, gente que fala besteira. Acabo ignorando", disse. O jovem está há pouco menos de duas semanas na equipe de jornalismo da Rede Amazônica em Roraima. Ele é correspondente em Rorainópolis, a segunda maior cidade do estado. Antes de entrar para a televisão, Miguel trabalhou em rádio por cerca de um ano e, segundo ele, "era tranquilo, ninguém me olhava". A voz já foi uma insegurança O repórter disse que a voz começou a mudar quando tinha 13 anos, na época da puberdade. Para ele, foi um período conturbado porque "começa a ter aquela voz que não sabe o que é, que fica grossa e afina ao mesmo tempo". "Eu não sabia lidar e tinha vergonha de falar porque, do nada, podia sair como se fosse um gritinho na minha voz. Aí, pelos 14 anos, meio que começou a mudar, ficou mais grave, e, com o tempo, só foi se ajustando um pouco. E aí, dos 15 em diante, ficou do jeito que é hoje", disse. A voz não foi uma característica determinante para que ele optasse pela comunicação. Na verdade, Miguel queria cursar Odontologia e conheceu a área por meio de uma tia. "A questão da exposição é bem tranquila pra mim, eu estou trabalhando com o que eu gosto. Quero me aprofundar cada vez mais, aprender mais". Atualmente, ele cursa o 5o semestre de Jornalismo. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.