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Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor que ganhou projeção no episódio do Banco Master

2026-02-02 - 13:55

Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor trouxe para o centro do noticiário o nome de Rafael Góis, sócio e CEO da holding. A empresa atua hoje nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e atribui a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master (entenda mais abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças. Formação acadêmica Segundo informações divulgadas em seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações. Na página, o executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor. Fundada em 2007, a empresa surgiu inicialmente com foco em tecnologia, mas passou por uma transformação ao longo dos anos. 🔎 A Fictor se estruturou como uma holding de participação e investimentos, reunindo negócios em áreas como indústria alimentícia, infraestrutura, energia, comercialização de commodities e serviços financeiros. Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, a partir do qual conduziu a diversificação e a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país. Desde 2025, Góis também integra o Owner/President Management Program (OPM) da Harvard Business School, programa executivo voltado a proprietários e presidentes de empresas, com foco em inovação, crescimento sustentável e expansão global. Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin Grupo multissetorial com ambição internacional A Fictor é uma holding de participação e investimentos, com atuação em diferentes frentes empresariais. O grupo reúne empresas nos segmentos de comercialização de grãos, soluções financeiras, exportação, entretenimento, gestão de carreiras, indústria e infraestrutura. Nos últimos anos, a companhia ampliou sua presença internacional. Em 2024, abriu um escritório em Lisboa, com foco em projetos nas áreas de infraestrutura e energia. Em abril de 2025, anunciou a instalação de sua primeira sede nos Estados Unidos, em Miami, formalizando o início das operações no mercado americano. Envolvimento com o Banco Master A Fictor ganhou projeção nacional no fim de 2025 ao se envolver no episódio que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios do grupo anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira. No entanto, um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo. A empresa afirma que, após a decisão da autoridade monetária, passou a enfrentar especulações e um grande volume de notícias negativas, o que teria afetado de forma significativa a liquidez da Fictor Holding e da Fictor Invest. Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Recuperação judicial Neste contexto, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para a Fictor Holding e a Fictor Invest. Segundo a empresa, a medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios. A companhia ressalta que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos normalmente. O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo recuperacional. *Reportagem em atualização Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin

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