Quem é o cunhado de Daniel Vorcaro preso durante operação da PF sobre o Banco Master
2026-03-04 - 12:43
Daniel Vorcaro é preso pela PF em SP O cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo, é o empresário e pastor evangélico Fabiano Campos Zettel. Ele e o banqueiro são alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. Zettel se entregou na Superintendência da PF na capital paulista. A defesa disse que "em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades". Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel é pastor evangélico e ganhou destaque no empreendedorismo, especialmente com marcas de rede de alimentos, e uma academia de luxo. É também fundador e CEO da Moriah Asset, fundo de private equity que investe em negócios no ramo de frutas e suplementos fitness. Zettel cursou faculdade de direito e já exerceu cargos societários em empresas ligadas a Vorcaro, como a Super Empreendimentos — compradora de um imóvel de R$ 36 milhões, apontado como uma espécie de “hub” (centro de negociações e investimentos) de Vorcaro em Brasília. Em janeiro, ele foi preso pela primeira vez, durante a segunda fase da operação Compliance Zero, quando se preparava para embarcar em um voo comercial no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na época, a prisão foi necessária para que os agentes pudessem apreender o seu celular, conforme determinação autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Superior Tribunal Federal (STF). Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro Reprodução/Space Money Operação Compliance Zero Segundo a PF, a operação tem o objetivo de investigar a "possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa". 🔎 Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Além de Vorcaro e Zettel, também há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.