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Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número 'relevante' de estados, diz secretário da Fazenda

2026-03-27 - 20:30

Um número significativo de estados aceitou a proposta do governo federal para apoiar medidas de contenção dos preços do diesel, afirmou nesta sexta-feira (27) o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa sobre a 52a Reunião Ordinária do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e a 200a Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), encontros voltados à análise, debate e deliberação de pautas econômicas, fiscais e orçamentárias relevantes para os estados e para o equilíbrio federativo. “Um número relevante de estados já sinalizou positivamente para a proposta, o que é muito importante para que possamos avançar de forma coordenada”, disse. Segundo Ceron, a iniciativa faz parte de um pacote de ações para mitigar os impactos da alta do petróleo sobre a economia brasileira, especialmente em setores mais sensíveis ao custo do combustível. “O nosso mandato é agir o mais rápido possível para mitigar esses efeitos sobre a economia e sobre os setores mais atingidos”, afirmou. O secretário destacou que o aumento do diesel tem efeito em cadeia. “Afeta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a produção, inclusive alimentos, atingindo toda a sociedade brasileira”, disse. De acordo com ele, o governo já adotou medidas como a zeragem de tributos federais e a concessão de subsídios para evitar o repasse integral dos preços ao consumidor final. Ainda assim, Ceron ressaltou a necessidade de novas ações, principalmente diante da dependência externa do combustível. “O Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel que consome, e isso traz uma preocupação adicional em momentos de instabilidade internacional”, explicou. A proposta em discussão prevê um esforço conjunto entre União e estados para apoiar a importação de diesel e reduzir pressões sobre os preços internos. “Não se trata de mexer na estrutura tributária dos estados, mas de uma medida de cooperação para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros”, afirmou. Segundo Ceron, a articulação com os governos estaduais é essencial para garantir o abastecimento e evitar oscilações mais intensas nos preços. “O objetivo é impedir que esse choque acabe sendo totalmente repassado à ponta, preservando a atividade econômica e o poder de compra da população”, concluiu

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