Promotora Nayara Macedo, a Any Awada, é absolvida pela Justiça de SP de estelionato
2026-03-05 - 20:43
Nayara Macedo das Virgens, conhecida como Any Awuada, se envolveu em polêmica com Neymar Reprodução/Redes sociais A Justiça de São Paulo absolveu a promotora de eventos Nayara Macedo das Virgens, conhecida como Any Awada, das acusações de estelionato e crimes contra a saúde pública. A mãe dela, Ângela de Macedo, também foi absolvida. Segundo o escritório Blaustein Mello & Ramalho, responsável pela defesa, a 2a Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda considerou improcedente a ação penal contra mãe e filha nesta quarta-feira (4) e determinou a absolvição delas (leia a nota completa abaixo). A investigação apurava a venda de perfumes e cosméticos supostamente irregulares. Durante as apurações, perfis em redes sociais foram bloqueados e um veículo de luxo foi apreendido. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O juiz Rodrigo Cesar Muller Valente considerou improcedente a acusação de estelionato por falta de provas suficientes para uma condenação. Em setembro de 2025, o magistrado já havia absolvido as duas das acusações relacionadas a infrações sanitárias. Segundo ele, os produtos analisados não se enquadravam em categorias terapêuticas ou medicinais. 🔍 Segundo a resolução RDC 907/24, cremes e perfumes são considerados produtos de grau 1 e não precisam de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesses casos, é necessária apenas a comunicação do produto à agência. Leia também Promotora de eventos é presa por falsificação de produtos na Grande SP Justiça solta promotora de eventos presa por falsificação de produtos na Grande SP Após divulgação de fotos em cela, promotora de eventos presa suspeita de vender perfumes falsos é transferida de cadeia Além de Nayara e Ângela, Júlia Gabriela de Siqueira Freitas também chegou a ser presa temporariamente em maio do ano passado. Mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram cumpridos em dois endereços no bairro Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes. Nayara foi encontrada em um apartamento junto com a mãe. Júlia foi localizada em outro imóvel indicado por Nayara durante a operação. Nayara e a mãe ficaram presas por quase um mês. Júlia foi solta em 13 de junho de 2025. Na época, o advogado de Júlia, Victor Navarro, afirmou que acompanhava as investigações e aguardava a habilitação processual — que corria em segredo de Justiça — para analisar os elementos do processo e demonstrar a inocência da cliente. Nayara Macedo Reprodução/Redes sociais Investigação A investigação começou em agosto de 2023, após uma vítima denunciar a compra de perfumes importados pelas redes sociais de Nayara, que tinha quase 500 mil seguidores e anunciava os produtos na internet. Ela afirmava vender itens de "desapego de importados", ostentando aparência de pessoa influente e com alto padrão de vida. A vítima pagou R$ 857,90 por frascos supostamente das marcas Chanel, Dior e Victoria’s Secret, mas ao receber os itens, identificou que se tratavam de falsificações. Em abril de 2024, foram cumpridos mandados de busca que resultaram na apreensão de grande quantidade de cosméticos e perfumes com marcas famosas. A perícia apontou que os produtos continham substâncias em desconformidade com os parâmetros sanitários e não tinham qualquer registro junto à Anvisa. O relatório policial apontou ainda movimentações bancárias significativas das investigadas, mais de R$ 1,2 milhão em nome de Nayara, R$ 600 mil de sua mãe e R$ 300 mil em contas ligadas a Julia. Um veículo Audi Q3 branco, ano 2020, registrado em nome de Nayara, e avaliado em aproximadamente R$ 150 mil, também foi apreendido durante a ação. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, em maio de 2025, as investigações seguiam pelo 31o DP, na Vila Carrão, que prosseguiu com diligências para reunir mais provas e esclarecer a extensão das atividades criminosas. Além da prisão temporária, os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão, falsificação/adulteração de produtos para fins terapêuticos ou medicinais (modalidade venda), estelionato, crime contra marcas e associação criminosa. Os mandados foram cumpridos por equipes do 31o DP, com apoio de policiais do 21o DP (Vila Matilde), 30o DP (Tatuapé), 56o DP (Vila Alpina) e 58o DP (Vila Formosa), além de policiais civis de Mogi das Cruzes. O que diz a defesa Por meio de nota, o escritório Blaustein Mello & Ramalho, que defende Nayara e Ângela informou que: "A defesa de Nayara Macedo das Virgens e Ângela de Macedo, por meio de seus advogados constituídos, vem a público comunicar as Decisões proferidas pela 2a Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda (Tribunal de Justiça de São Paulo), que hoje julgou completamente IMPROCEDENTE a ação penal movida contra elas e declarando ABSOLVIÇÃO de ambas no que tange todas as imputações (estelionato e crime contra a saúde pública). Anteriormente, após o recebimento da resposta à acusação, o mesmo juízo já havia, sumariamente, ABSOLVIDO Nayara e Ângela das imputações de crimes contra a saúde pública. Hoje foram ABSOLVIDAS das condutas referente a eventual prática de estelionato. Importante esclarecer ainda, que o Ministério Público do Estado de São Paulo foi favorável a ABSOLVIÇÃO. Nayara e Ângela enfrentaram, durante todo o trâmite processual, um julgamento público precipitado e injusto, baseado em denúncias insuficientes para uma condenação criminal. Esta decisão encerra um capítulo doloroso e reafirma a confiança na Justiça. As clientes agora buscam retomar suas vidas com a dignidade restabelecida, livres das acusações que pesavam sobre seus ombros". Leia mais Rolê no Alto Tietê: fim de semana tem show de MC GP, teatro e stand up Promotora de eventos é presa por falsificação de produtos em Mogi das Cruzes Veja tudo sobre o Alto Tietê