Prisão domiciliar de Bolsonaro ganha força entre investigadores; aliados tentam capitalizar articulação
2026-03-23 - 19:10
Prisão domiciliar de Bolsonaro ganha força entre investigadores; aliados tentam capitalizar articulação A possibilidade de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou força entre investigadores e integrantes da Corte, enquanto aliados disputam nos bastidores quem teria articulado para ajudar na decisão. A PGR se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão da prisão domiciliar após solicitação de Moraes. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a evolução clínica de Bolsonaro “recomenda a flexibilização do regime” de prisão. Caberá ao ministro do STF decidir se acolhe o parecer e concede a medida solicitada pela defesa do ex-presidente. A avaliação entre envolvidos nas investigações é de que, diante de um laudo médico e do parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que saiu nesta segunda-feira (23), uma eventual negativa pode gerar desgaste relevante para o ministro do STF. Enquanto isso, aliados de Bolsonaro já travam uma corrida para definir quem vai faturar essa prisão domiciliar. Foi a Michelle, foi o Flávio, foi o Tarcísio? Todo mundo vai querer capitalizar se o ministro Moraes conceder o benefício. O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aparece na porta de sua casa, durante sua prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, em 21 de novembro Mateus Bonomi/Reuters A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem reunião prevista com Moraes na tarde desta segunda-feira (23), às 17h, no gabinete do ministro. O encontro foi solicitado por ela e ocorre horas após a manifestação da PGR. Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, também esteve com Moraes no Supremo para tratar do quadro de saúde do pai. No fim de semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a concessão de prisão domiciliar em publicação na rede social X, classificando a medida como uma “questão de justiça”. “Me somo a milhões de brasileiros que aguardam, com esperança, a sua volta para casa. Isso não é apenas um apelo humanitário por alguém que precisa de cuidados, mas, acima de tudo, uma questão de justiça”, escreveu.