Prefeito vira investigado por incêndio que atingiu bar de esqui na Suíça
2026-03-09 - 11:53
Imagem mostra teto de bar em estação de esqui da Suíça que pegou fogo já em chamas enquanto frequentadores levantam bebidas com sinalizadores, em 1o de dezembro de 2025 Reprodução/ Redes Sociais Promotores da Suíça ampliaram a investigação sobre o incêndio em um bar de estação de esqui que matou 41 pessoas — a maioria adolescentes — e incluíram o prefeito da cidade turística de Crans-Montana na lista de suspeitos, segundo documento. O prefeito Nicolas Feraud aparece como réu em um dos documentos dos promotores obtidos pela Reuters, que o convoca para prestar depoimento em 13 de abril. Ele não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Feraud, na casa dos 50 anos, já havia admitido anteriormente que o município deixou de realizar várias inspeções anuais de segurança. “Lamentamos profundamente. Não tínhamos indicação de que as verificações não haviam sido feitas como solicitado”, disse o prefeito a repórteres em janeiro. O escritório do Ministério Público no cantão de Valais confirmou à Reuters que novas pessoas passaram a ser investigadas no caso, que envolve suspeitas de crimes como homicídio culposo. Os nomes, porém, não foram divulgados. O incêndio que destruiu o bar Le Constellation em 1o de janeiro foi um dos piores desastres da história recente da Suíça e também afetou as relações com a vizinha Itália, que perdeu seis cidadãos no incêndio. Muitos jovens ainda seguem hospitalizados com queimaduras. A tragédia também gerou preocupação no lucrativo setor de turismo. A cidade de Crans-Montana é frequentada por turistas franceses, italianos e americanos e é conhecida pelas pistas de esqui voltadas para o sul e pelos campos de golfe. Inicialmente, a investigação dos promotores se concentrou nos donos franceses do bar, que continuam sob investigação. No fim de janeiro, o inquérito foi ampliado para incluir também um atual e um ex-funcionário público local. Os proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, lamentaram a tragédia e disseram que irão colaborar com as investigações. Se condenados, os acusados podem enfrentar pena máxima de quatro anos e meio de prisão.