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Prefeito de Manaus anuncia fim das escolas de madeira na zona rural até novembro de 2026

2026-03-23 - 13:20

Escola na Zona Rural de Manaus sofre com problemas estruturais, salas interditadas e infestação de morcegos. Reprodução/Rede Amazônica O prefeito de Manaus, David Almeida, anunciou neste domingo (22), no píer turístico Manaus 355, no Centro, o fim das escolas de madeira na rede municipal até novembro de 2026. A primeira etapa começou com o envio de 380 toneladas de materiais de construção por barco para reconstruir três unidades na zona rural. O projeto faz parte do plano da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Em 2021, Manaus tinha 35 escolas de madeira ou mistas. Hoje, restam nove. Três já começaram a ser reconstruídas e as outras seis devem ser substituídas até novembro, quando a prefeitura prevê eliminar esse tipo de estrutura. “Estamos enviando hoje 380 toneladas de materiais para substituir três escolas de madeira por unidades modernas, climatizadas e com internet via satélite. Essa é uma virada histórica. Manaus será uma das primeiras capitais da Amazônia a eliminar completamente escolas de madeira”, disse o prefeito David Almeida. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A operação envolve transporte de aço, seixo, areia, ferro corrugado e toda a estrutura necessária para construção das novas unidades, atendendo comunidades de difícil acesso, como Paraná da Eva, Caramuri e Baixo Rio Preto da Eva. O deslocamento fluvial, que pode durar até três dias, substitui um modelo rodoviário mais oneroso e ineficiente, sujeito a múltiplos transbordos e condicionado à sazonalidade dos rios amazônicos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além das obras, a gestão municipal informou que reestruturou o transporte escolar fluvial. Das 52 lanchas da rede, 36 estavam inoperantes. A prefeitura disse ainda que adquiriu motores, reativou integralmente a frota e implantou um novo modelo com monitores embarcados, além de ampliar o serviço para o transporte de professores, garantindo mais segurança, regularidade e acesso às escolas em áreas remotas. Infraestrutura A transformação da infraestrutura tem impacto direto na permanência dos alunos na zona rural. Em 2021, a rede atendia cerca de 8,5 mil estudantes nessas áreas. Atualmente, o número já ultrapassa 12 mil, refletindo a melhoria das condições de ensino e a redução do deslocamento de alunos para áreas urbanas. A rede municipal também passou a operar com todas as salas de aula climatizadas e conectividade via internet, elevando o padrão de ensino em todas as regiões, inclusive nas áreas mais remotas e de difícil acesso. “Estamos substituindo escolas precárias por ambientes adequados, garantindo equidade entre alunos da zona rural e urbana e criando condições reais para melhorar o desempenho educacional”, afirmou o secretário municipal de Educação, Júnior Mar. O transporte inclui aço, areia, seixo e ferro para erguer as novas escolas em comunidades de difícil acesso, como Paraná da Eva, Caramuri e Baixo Rio Preto da Eva. A viagem de barco pode durar até três dias e é considerada mais eficiente e barata que o modelo rodoviário. LEIA TAMBÉM Alunos estudam entre morcegos e madeira podre em escola na zona rural de Manaus

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