Prefeito de Belo Jardim critica cachês de até R$ 1 milhão para artistas após Amupe aprovar novo teto
2026-03-17 - 22:10
Prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, critica cachês pagos pelas prefeituras O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (União Brasil), criticou nesta terça-feira (17) o pagamento de altos cachês a artistas em eventos promovidos por prefeituras e afirmou que não pretende permitir gastos milionários enquanto a população enfrenta dificuldades. “Não vou deixar o povo passar necessidade para pagar R$ 1 milhão para uma banda”, disse (veja vídeo acima). Ele completou dizendo que as bandas que cobravam R$ 15 mil no ano passado, agora cobram R$ 200 mil. "Tem umas bandas que tocaram pra mim era R$ 15 mil, eu liguei essa semana, R$ 200 mil, vai tocar no inferno, na minha cidade não toca." A fala foi feita durante a posse de Pedro Freitas (PP) como presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), em um momento de debate entre gestores sobre os custos de contratações artísticas. No mesmo encontro, prefeitos do estado aprovaram a criação de um teto de R$ 350 mil para cachês em eventos municipais. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp A definição do limite foi construída a partir de uma pesquisa realizada pela Amupe, que contou com a participação de 81% dos municípios pernambucanos. Do total de 149 cidades, 96% dos gestores defenderam a necessidade de padronização dos valores pagos a artistas. Entre as sugestões apresentadas pelos prefeitos, os valores mais citados variaram entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. O teto de R$ 350 mil foi adotado como um ponto intermediário, considerado um consenso entre os gestores. A medida também resulta de um diálogo com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que vêm acompanhando os gastos públicos com eventos. A iniciativa busca reforçar a responsabilidade fiscal nas contratações. O presidente da Amupe, Pedro Freitas, afirmou ao g1 que a recomendação não retira a autonomia dos municípios. Segundo ele, a decisão leva em conta a realidade financeira de cada cidade e não tem o objetivo de interferir diretamente no mercado artístico. Segundo o presidente, o teto faz parte de um conjunto de ações articuladas com órgãos de controle para tentar equilibrar a alta nos cachês. "A proposta prevê exceções e deve funcionar como uma orientação para os gestores na aplicação dos recursos públicos", disse Pedro Freitas. Amupe decidiu em assembleia a aprovção de teto de R$ 350 mil para contratações de artistas. Reprodução/Amupe