Portugal elege António José Seguro como novo presidente, dizem pesquisas de boca de urna
2026-02-08 - 20:15
Portugueses voltam às urnas em 2o turno histórico para escolher novo presidente Pesquisas de boca de urna indicam que António José Seguro, do Partido Socialista, é o novo presidente de Portugal. Segundo a prévia dos números, feita por dois institutos diferentes, o candidato de esquerda recebeu entre 67% e 73% dos votos, enquanto seu rival, André Ventura, fundador do partido de extrema direita Chega, ficou com 27% a 33%. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Eleição em Portugal: brasileiros relatam 'medo e incerteza' com chance de vitória de candidato anti-imigração Pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas já indicavam a vitória de Seguro, que recebeu mais votos no primeiro turno também - 31% contra 23,49% do adversário. Ventura enfrentou um índice de rejeição alto — cerca de 60% dos eleitores, segundo as pesquisas. 2o turno em Portugal: brasileiras falam qual o clima às vésperas da eleição Esta foi a primeira vez, em 40 anos, que Portugal teve segundo turno nas eleições presidenciais, um indicativo da grande fragmentação. O cargo da Presidência portuguesa é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita. Ele ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas. Eleição foi adiada em alguns municípios As tempestades que vem afetando Portugal nas últimas semanas fizeram com que o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorreu em todo país neste domingo (8), fosse adiado em alguns municípios mais afetados. Segundo informações da agência de notícias Reuters, cidades no sul e no centro do país adiaram a votação por uma semana. Cerca de 37 mil eleitores, o que corresponde a 0,3% do total, foram afetados. André Ventura, candidato do partido de extrema direita de Portugal Chega REUTERS/Rodrigo Antunes Ao chegar para votar, o candidato André Ventura, do partido de extrema direita Chega, criticou o governo por manter a data das eleições. Ele vinha defendendo nos últimos dias que elas fossem adiadas em solidariedade às vítimas das chuvas torrenciais e ventos fortes. "Acho que foi desrespeitoso porque transformou alguns portugueses em cidadãos de primeira classe e outros em cidadãos de segunda classe. Acho que em muitas partes do país, as pessoas se sentem desrespeitadas", afirmou. António José Seguro, candidato do Partido Socialista de Portugal REUTERS/Pedro Nunes O outro candidato, Antônio José Seguro, do Partido Socialista, que é apontado como favorito nas pesquisas de intenção de voto da imprensa portuguesa, também falou sobre o adiamento em algumas zonas eleitorais. Expressou solidariedade aos afetados, mas pediu que os cidadãos não deixem de ir às urnas: "Espero que estas melhores condições meteorológicas permitam que as pessoas saiam para votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide verdadeiramente o futuro do nosso país. Estamos a eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos, o que é uma decisão muito importante. Expresso também a minha solidariedade a todas as famílias que estão a atravessar momentos difíceis em algumas partes do nosso país". No final de janeiro, a tempestade Kristin deixou 5 mortos, um rastro de destruição e quase meio milhão de pessoas sem energia no país. Tempestade mata cinco em Portugal Veja os vídeos que estão em alta no g1