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Pornhub e Redtube anunciam que não vão permitir novos usuários no Reino Unido

2026-01-27 - 19:10

Site pornô Pornhub Franco Alva/Unsplash A Aylo, dona dos sites de conteúdo adulto YouPorn, Pornhub e Redtube, anunciou nesta terça-feira (27) que não vai mais aceitar novos usuários no Reino Unido a partir do dia 2 de fevereiro. Isso acontece em meio a críticas da companhia às novas leis que endurecem a obrigação de verificação de idade dos usuários. Desde 2024, plataformas no Reino Unido são obrigados a seguir as regras do Online Safety Act (OSA), que prevê multas milionárias para plataformas que permitirem o acesso de menores a conteúdos considerados impróprios. No anúncio, a Aylo critica especificamente o OSA alegando, entre outras coisas, que "ele não atingiu seu objetivo pretendido de proteger menores". "Com base nos dados e na experiência da Aylo, essa lei e o arcabouço regulatório tornaram a internet mais perigosa para menores e adultos e colocam em risco a privacidade e os dados pessoais dos cidadãos do Reino Unido", alega em nota a empresa sediada no Chipe. Usuários do Reino Unido que verificarem a idade na plataforma até o dia 2 de fevereiro vão continuar tendo acesso a ele por meio de suas contas existentes, segundo a empresa. A Aylo já bloqueou seus sites em outros países por motivos semelhantes, considera que as normas britânicas não protegem os menores. Embora "os grandes operadores cumpram a lei, a grande maioria dos sites que oferecem conteúdos inadequados para determinadas idades não está sujeita a nenhum controle", afirma a empresa, que teme um aumento do "risco de exposição a conteúdos perigosos ou ilegais". Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Aylo também considera que a verificação de idade implica problemas para "a vida privada e os dados pessoais dos cidadãos britânicos" e afirma que "cada telefone, tablet ou computador deveria ser configurado desde o início como um dispositivo seguro para crianças", em vez de fazer recair esta responsabilidade sobre os sites. "Continuamos decididos a colaborar com o Reino Unido, a Comissão Europeia e outros parceiros internacionais para garantir que as lições aprendidas no Reino Unido sejam levadas em conta na elaboração de políticas futuras", assegurou a companhia em seu comunicado.

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