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Polícia investiga se mulher fingiu estar se afogando durante ocorrência que terminou com morte de guarda no RS

2026-03-19 - 15:40

Guarda morre após salvar mulher que se jogou em rio no RS A mulher que se jogou no Rio dos Sinos, em Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para fugir de uma abordagem da Guarda Municipal nesta terça-feira (17) está sendo investigada. A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte do guarda municipal de 39 anos que morreu afogado ao salvar a suspeita. Carlos Daniel dos Santos Ferreira trabalhava na corporação desde 2022 e faleceu após entrar na água para resgatar a mulher de 49 anos, suspeita de tráfico de drogas, e não conseguir sair. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Responsável pela corporação e secretário de Segurança e Trânsito da cidade, Fernando Luz Lehnen, diz que o agente sabia nadar, mas que testemunhas relataram que a mulher teria o segurado na água. "Existe suspeita de que ela saberia nadar e que teria fingido estar se afogando. O Daniel, que estava acompanhado de dois colegas, que estão muito abalados, retirou seu colete e sua arma e pulou na água para salvá-la." Contudo, depois do resgate, o guarda teria submergido e não voltou à superfície. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e prestou socorro ainda no local, mas o homem não resistiu. O corpo dele foi encaminhado para necropsia. O delegado Rodrigo Câmara, titular da Delegacia de Campo Bom, explica que foi instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do guarda municipal. A polícia confirma que essa foi a terceira prisão da mulher, que não teve o nome divulgado, nas últimas duas semanas ela já havia sido detida pela Brigada Militar. No dia 5 de março, ela foi flagrada vendendo drogas. Com ela, havia 20 pedras de crack e dinheiro. No último sábado (14), ela foi novamente abordada com entorpecentes. Nesta quinta-feira (19), ela passa por audiência de custódia Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) e o judiciário decide se ela seguirá presa. Até a última atualização desta reportagem, o Tribunal de Justiça do estado (TJRS) não havia respondido se a audiência já havia ocrrido. Carlos Daniel dos Santos Ferreira, 39 anos Arquivo pessoal Bem-humorado, dedicado ao trabalho e querido pelos colegas e pela família Ferreira deixou a mãe, a esposa, dois filhos e uma enteada. Ele era querido pelos colegas, com quem tinha um bom convívio e uma relação de amizade. "Esse sorriso com que ele aparece na foto é a representação dele no dia a dia. Trabalhava com muita seriedade, mas sempre estava de bom humor", diz o superior. Sobre o afogamento, o secretário de Segurança e Trânsito, destaca a bravura do guarda. "São decisões de frações de segundo que pessoas das forças de segurança devem tomar, e elas vêm carregadas com aquilo que se acredita ser sua função na humanidade. Quando o Daniel escolheu salvar a pessoa que estava em situação de flagrante crime colocando a vida dele no lugar da dela, não há dúvida que ele foi muito além do juramento ." Velório O corpo de Ferreira foi velado na Câmara de Vereadores na quarta-feira (18). Ele foi sepultado no Cemitério Municipal de Campo Bom. Em respeito à morte do servidor, a Prefeitura de Campo Bom decretou luto oficial de três dias. "Carlos Daniel dedicou sua atenção à proteção dos campo-bonenses, pautado pela bravura, compromisso com a segurança da comunidade e com o serviço público", publicou o Executivo municipal. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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