Pilotos alertaram sobre segurança no aeroporto LaGuardia antes de acidente com mortes: 'Façam alguma coisa'
2026-03-25 - 06:20
Vídeo mostra momento em que avião atinge caminhão de bombeiros em Nova York Pilotos que pousaram ou decolaram no Aeroporto LaGuardia, em Nova York, nos Estados Unidos, fizeram uma série de reclamações sobre segurança meses antes de um acidente com mortes no local. Os alertas foram registrados em um sistema administrado pela Nasa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No domingo (23), um avião da Air Canada Express bateu contra um caminhão de bombeiros na pista do aeroporto. O acidente matou piloto e copiloto e deixou 41 feridos, incluindo dois funcionários que estavam no caminhão. O g1 encontrou relatos sobre LaGuardia no sistema de notificação de segurança da aviação da Nasa. Os registros mostram pilotos preocupados com risco de acidentes no aeroporto. Os alertas foram divulgados primeiro pela imprensa americana e pelo jornal britânico The Guardian. Em uma das reclamações, feita em agosto de 2025, um piloto afirmou que controladores aéreos não forneceram informações adequadas sobre aeronaves nas proximidades. O mesmo piloto criticou o ritmo de operações no LaGuardia e comparou o terminal ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington. Meses antes, um avião havia colidido com um helicóptero do Exército no ar, deixando 67 mortos. "Os controladores estão sobrecarregados", escreveu. "Por favor, façam alguma coisa". Em outro relato, de maio de 2025, um piloto afirmou que precisou arremeter durante a aproximação porque havia outra aeronave ainda na pista. O profissional disse que o avião estava a cerca de 150 metros de altura quando a manobra foi iniciada para evitar o risco de colisão. Já em junho de 2024, um piloto disse ter recebido autorização para decolagem mesmo com outra aeronave na pista. Ele afirmou que tentou atrasar a operação por segurança. "A outra aeronave já havia decolado e ultrapassado o final da pista quando iniciamos a corrida de decolagem. Mas não sei por que precisava ser tão perto. Isso acabou bem, mas acho que estamos ultrapassando os limites e um acidente vai acontecer mais cedo ou mais tarde", escreveu. LEIA TAMBÉM 'É um milagre': comissária sobrevive após ter assento lançado a 90 metros em colisão de avião em Nova York Sobe para 69 o número de mortos em acidente de avião militar na Colômbia Trump diz que Irã deu 'grande presente' aos EUA no setor de petróleo e gás Incidentes Avião da Air Canada Express segue na pista um dia após colidir com caminhão de bombeiros no aeroporto LaGuardia, em Nova York Michael M. Santiago / Getty Images via AFP O acidente de domingo aconteceu após uma série de outros casos que envolveram quase colisões em aeroportos dos Estados Unidos. Os registros levantaram preocupações sobre a segurança no controle aéreo dos Estados Unidos. Em fevereiro de 2023, um avião cargueiro da FedEx e uma aeronave da Southwest com 128 pessoas a bordo quase colidiram no ar em Austin, Texas. À época, as duas aeronaves chegaram a uma distância de cerca de 52 metros. Em julho de 2024, dois aviões comerciais ficaram a cerca de 200 metros de distância em Syracuse, no estado de Nova York. Segundo as investigações, o controlador de tráfego aéreo permitiu que uma aeronave se aproximasse da pista enquanto a outra estava decolando. Dois meses depois, um avião da Alaska Airlines com 182 pessoas a bordo precisou abortar a decolagem para evitar uma colisão com uma outra aeronave no Aeroporto Internacional de Nashville. Já em janeiro de 2025, um avião da American Eagle colidiu contra um helicóptero militar dos Estados Unidos em Washington D.C., perto do Aeroporto Nacional Reagan. Ao todo, 67 pessoas morreram. No mês seguinte, um avião comercial precisou arremeter para evitar uma colisão com um jato privado em um aeroporto de Chicago. No dia 17 de março deste ano, um avião da Alaska Airlines e um cargueiro da FedEx quase colidiram no aeroporto de Newark, em Nova Jersey. As duas aeronaves estavam pousando em pistas que se cruzam, e uma delas precisou arremeter para evitar a batida. De acordo com especialistas, a sobrecarga nas operações de controle e a falta de pessoal estão entre os fatores que podem provocar tragédias na aviação americana. VÍDEOS: mais assistidos do g1