PF retorna à Amprev para novas buscas; coletiva marcada é cancelada
2026-02-06 - 17:25
PF investiga suspeita de fraude em investimentos da Previdência do Amapá; indicado por Alcolumbre é alvo A Polícia Federal voltou ao prédio da Amapá Previdência (Amprev) no fim da manhã desta sexta-feira (6) para cumprir novas diligências. A ação ocorreu minutos depois do cancelamento da coletiva de imprensa marcada com o presidente Jocildo Silva Lemos, alvo da operação Zona Cinzenta. Segundo apuração do g1, os agentes cumpriam um novo mandado de busca e apreensão na sede da Amprev. As diligências seguem em andamento. Até agora, não foi informado o material apreendido. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A coletiva estava marcada para as 11h, mas por volta das 11h30 o assessor da instituição comunicou que o presidente não compareceria, alegando estar em reunião com o setor jurídico da Amprev. Em nota, a instituição informou que ingressou com medidas judiciais para tentar recuperar valores aplicados no Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado após enfrentar uma grave crise de liquidez. Segundo a autarquia, os investimentos feitos no banco — em Letras Financeiras — foram validados pelo próprio Banco Central e representam 4,7% da carteira total da Amprev. Apesar disso, a entidade afirma que se sente lesada pelos “maus feitos” da instituição e não abre mão de ser ressarcida. Ainda segundo a nota, a Amprev conseguiu na Justiça o bloqueio de pagamentos ao banco e espera que os responsáveis sejam punidos. Amprev diz que investimentos no Banco Master representam menos de 5% da carteira e que vai à Justiça por ressarcimento Na mira da PF, cúpula da Amprev aplicou R$ 400 milhões no Banco Master; veja quem são os alvos CDBs irreais e carteiras de crédito falsas: entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Operação Zona Cinzenta A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (6) em Macapá na operação que apura suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). A Operação Zona Cinzenta apura suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) e foi autorizada pela 4a Vara da Justiça Federal. Na ação desta sexta-feira, entre os alvos estão: Jocildo Silva Lemos - presidente da Instituição; Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves - membros do comitê de investimentos; Amprev - onde foram cumpridos os mandados. A apuração envolve a aplicação de R$ 400 milhões de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, operação considerada de alto risco. O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez — a instituição não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento a clientes e investidores. Operação Zona Cinzenta Polícia Federal/divulgação Amprev no Amapá Wedson Castro/Amprev Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: VÍDEOS: reveja os vídeos mais recentes do g1 Amapá| em G1 / AP / Amapá