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Pessoas que ajudaram dono de carro de luxo a fugir podem responder por crime, diz polícia

2026-03-24 - 17:30

Suspeito de matar vigia é preso após ficar mais de três meses foragido Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, investigado por matar a tiros o vigia Dhemis Augusto Santos, contava com o apoio de familiares e amigos para se manter foragido. Segundo a Polícia Civil, as pessoas que o ajudaram na fuga podem ser responsabilizadas criminalmente pelo crime de favorecimento pessoal. O vigia foi morto no dia 29 de novembro de 2025, em um shopping de Palmas. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Waldecir atirou contra o trabalhador, durante uma discussão, ao ter sido repreendido por estacionar seu carro de luxo em um local irregular. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp De acordo com as investigações, devido à rede de apoio, Waldecir fugiu do Tocantins e passou por Goiânia (GO), Trindade (GO) e Anápolis (GO). A suspeita da polícia é de que ele tenha voltado a Palmas para o aniversário do filho. “Sim, podem sim. Inclusive estamos apurando tudo isso, existe no Código Penal um crime específico para isso, que é o crime de favorecimento pessoal. No entanto, é preciso apurar porque a maioria desta rede de apoio foi dos familiares, e o próprio código isenta alguns destes familiares nessa situação, mas a principal nossa era encontrá-lo”, explicou o delegado Israel Andrade responsável pelas investigações. Conforme o Código Penal, estão isentos de responder pelo crime de favorecimento pessoal os ascendentes, descendentes, cônjuge ou irmãos. O investigado foi preso na casa da sogra enquanto tentava se esconder embaixo da cama do filho. LEIA MAIS: Dono de carro de luxo preso por matar vigia pode ter voltado a Palmas para o aniversário do filho, diz delegado Rede de apoio e passagem por três cidades: como foi a fuga do dono de carro de luxo investigado pela morte de vigia em Palmas Audiência de custódia Waldecir José passou pela audiência de custódia na manhã desta terça-feira (24) na Vara das Garantias de Palmas, e foi encaminhado para a Unidade Prisional de Palmas, onde permanecerá preso durante o andamento das investigações. A prisão preventiva dele foi decretada pela 1a Vara Criminal da capital, que é responsável pelo caso, em novembro de 2025. Desde então, ele estava sendo procurado. A defesa de Waldecir José informou, que a audiência teve como objetivo verificar a legalidade da prisão, a ocorrência de tortura ou maus-tratos, e que não houve mudanças no processo, além de destacar que está confiante na Justiça (veja nota na íntegra na reportagem). Fuga com apoio familiar Momento em que suspeito foi preso em Palmas SSP-TO/Reprodução Após o crime, o carro usado na fuga foi encontrado na casa de Waldecir, que fica na região central de Palmas. Por frestas no portão, os policiais viram o veículo na madrugada do dia 30 de novembro. A equipe entrou no local na tentativa de prender o suspeito em flagrante, porém a casa estava vazia. Durante a ação, foram apreendidas munições. "Ele estava com uma rede de apoio muito grande, tendo evadido o estado, passou por outros estados, outras cidades. Devido a essa rede de apoio que ele tinha, às condições que o cercavam, tornou-se muito difícil. Toda vez que a gente chegava, ele conseguia fugir e não conseguimos prendê-lo com tanta rapidez, algumas vezes ele contava até com a sorte, em que, quando chegávamos no local, falavam que ele já tinha saído há um dia ou uma semana", explicou o delegado. Mesmo foragido, ele chegou a contratar um advogado, que indicou à polícia o local onde estava a arma usada no crime, em um endereço no centro da capital. Apesar disso, o suspeito não se apresentou às autoridades. Posteriormente, durante o período de fuga, o motorista trocou de advogado. Íntegra da nota de defesa do motorista Hoje realizada a audiência de custódia que tem por objetivo único apresentar rapidamente (em até 24 horas) uma pessoa presa em flagrante a um juiz, com o objetivo de verificar a legalidade da prisão, a ocorrência de tortura ou maus-tratos. No mais, nada foi acrescentado. O juízo das garantias fundamentais não é cenário pra discutir a prisão decretada. Isso será feito junto ao juízo Criminal que decretou a prisão. A Defesa está confiante na justiça. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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