Pela segunda vez, PF prende ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, do União Brasil
2026-03-28 - 00:00
A crise política no Rio de Janeiro ganhou mais um episódio no início da noite desta sexta-feira (27). Pela segunda vez, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, do União Brasil. Ele é suspeito de vazar informações sigilosas da polícia para o Comando Vermelho. A prisão acontece em meio a um impasse institucional que mantém indefinido o comando do estado. Rodrigo Bacellar foi preso em casa, na cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ele já foi denunciado por suspeita de ligação com a maior facção criminosa do estado, o Comando Vermelho. O mandado de prisão desta sexta-feira (27) foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF - Supremo Tribunal Federal. O ministro mandou prendê-lo novamente porque Bacellar não é mais deputado estadual. O mandato dele foi cassado na terça-feira (24) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico, e se tornou inelegível por oito anos. Essa é a segunda vez que Bacellar é preso. A primeira foi no início de dezembro de 2025. Cinco dias depois, deputados da Assembleia Legislativa do Rio fizeram uma votação e decidiram revogar a prisão dele, que passou a cumprir medidas cautelares em casa. Pela segunda vez, PF prende ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, do União Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Rodrigo Bacellar responde por ter vazado informações da polícia para um aliado, o então deputado estadual TH Joias. TH Joias seria alvo de uma operação da PF. Ele também está preso, acusado de negociar armas e drones com o Comando Vermelho. Rodrigo Bacellar foi levado para um presídio na Zona Norte do Rio, o Presídio de Benfica. A defesa dele diz que desconhece os motivos dessa nova prisão, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que o ex-deputado “vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas”. LEIA TAMBÉM Rodrigo Bacellar é preso novamente pela Polícia Federal STF tem maioria para votação secreta em eleição indireta para o governo do Rio