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Padrasto é preso após estudante denunciar abuso sexual por meio de questionário em escola no RS

2026-03-16 - 19:13

Homem foi preso após denúncia de enteada em questionário escolar em Santa Maria Polícia Civil/Divulgação Um homem de 42 anos foi preso preventivamente em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, depois que a enteada dele, de 13 anos, denunciou supostos abusos sexuais em uma ficha disponibilizada pela escola em que ela estuda. A prisão ocorreu no sábado (14), e o homem não teve o nome divulgado. De acordo com o relato da menina, os abusos teria começado quando ela tinha 11. A adolescente relatou o caso em um documento entregue a crianças e adolescentes para compartilhamento de informações sobre possíveis casos de violência. O documento é oferecido para alunos em todas as escolas de Santa Maria. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a delegada Luiza Sousa, essas fichas são distribuídas para a toda a rede de educação e, quando alguma ocorrência que envolva crime é notada pelas escolas, a polícia é acionada. Neste caso, a vítima teria relatado por escrito que era abusada pelo padrasto e que se automutilava. “Instauramos um procedimento, e foi bem surpreendente, porque a mãe não sabia de nada quando foi chamada na delegacia. Em depoimento, a menina revelou que os abusos tinham acontecido até o dia anterior”, diz. Ainda segundo a polícia, o padrasto seguia ameaçando a vítima: “Ele dizia que, se ela contasse algo, ele mataria ela e a mãe. Diante desse temor, ela nunca teve forças para relatar, de pedir socorro até então”, completa. Fichas alavancaram denúncias, diz delegada O documento foi criado por um Comitê de Escuta Especializada da Prefeitura de Santa Maria. A delegada explica que o grupo, que reúne Conselho Tutelar e outros órgãos municipais, encontra-se mensalmente para tratar de assuntos referentes à proteção de criança e adolescentes. Somente em 2025, a Polícia Civil local recebeu 400 fichas com indicativos de crimes ou abusos. Luiza explica que a ficha “impessoalizou a denúncia”, e isso fez com que as denúncias aumentassem. “Havia muito receio de represálias por parte do denunciante. A escola assina a ficha, não é uma professora, é a instituição. Se tornou fácil a comunicação”, comenta. Perguntas da ficha A criança ou adolescente que passa por algum abuso responde perguntas sobre qual é o tipo de violência sofrida, quem é o suposto agressor e há quanto tempo ocorre a violência. Há ainda um campo para que a vítima descreva a situação, cite fatos anteriores e dê sua impressão sobre o que está acontecendo. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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