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Outra vítima de estupro coletivo vai à delegacia denunciar crime; menor tinha 14 anos quando foi abusada

2026-03-03 - 14:53

Confira chegada de suspeito de estupro coletivo à delegacia de Copacabana Uma segunda vítima procurou a polícia e denunciou ter sido estuprada por 2 integrantes do mesmo grupo investigado por um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Rio de Janeiro. O novo depoimento foi prestado nesta segunda-feira (2) na 12a DP (Copacabana). De acordo com a nova denúncia, a menina tinha 14 anos na época dos fatos. Hoje com 17, ela contou aos investigadores que mantinha um relacionamento com um dos envolvidos — o único menor de idade apontado no caso — que também é citado como participante do estupro coletivo já investigado. A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos, outro investigado no caso. Segundo o depoimento, ao menos dois dos suspeitos teriam participado da violência sexual. Desde o início das investigações, o delegado Ângelo Lajes vinha pedindo que possíveis outras vítimas dos suspeitos procurassem a delegacia para formalizar denúncia. Segundo a Polícia Civil, foi exatamente o que ocorreu nesta semana, com o surgimento de um novo relato. Na manhã desta terça, Mattheus Verissimo se entregou na 12a DP (Copacabana), onde o caso é investigado. A TV Globo apurou que a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro. Outros 3 investigados pelo estupro da menor de 17 anos seguiam foragidos até a última atualização desta reportagem: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Há ainda um menor investigado. Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de mandado de apreensão contra ele. Como se trata de um menor, a polícia desmembrou o inquérito e enviou uma representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pedindo pela apreensão por fato análogo ao crime. Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana Lucas Peçanha/ TV Globo Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana Reprodução Habeas corpus negados Anteriormente, a Justiça do Rio de Janeiro tinha negado habeas corpus aos foragidos. A TV Globo apurou que 3 dos 4 maiores de idade procurados pelo crime entraram com um recurso para suspender a prisão. O desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6a Câmara Criminal, indeferiu os pedidos. Como o caso está em segredo de Justiça, o processo não mostra nenhum nome, e não foi possível saber os autores dos recursos. Também não havia informações se todos tinham pedido habeas corpus ou se um deles não entrou com recurso. Filho de subsecretário Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos foragidos, é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. O órgão está vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Nesta segunda-feira (2), a secretária Rosangela Gomes emitiu uma nota nas redes sociais: “Tomei conhecimento das graves denúncias envolvendo o filho do subsecretário Simonin. Recebo essas informações com profunda indignação e tristeza. Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência. Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens. Através do Governo do Estado do RJ, a Secretaria da Mulher já está prestando todo apoio jurídico e psicológico à adolescente e sua família. Deixo aqui minha total solidariedade a esta jovem de 17 anos e à sua família.” Posteriormente, o governo do estado emitiu uma nota. “O Governo do Estado do Rio repudia veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente em um apartamento em Copacabana. A Polícia Civil já concluiu a investigação e identificou os cinco autores dessa barbárie - quatro maiores e um menor de idade, que tiveram as prisões decretadas pela Justiça e estão foragidos. Todas as diligências estão em andamento para localizar e prender os envolvidos. A Secretaria de Estado da Mulher irá prestar todo apoio psicológico à vítima e a sua família. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos reafirma seu compromisso inegociável com a proteção da dignidade humana, com o respeito à vida e com a garantia de direitos da população fluminense.” LEIA MAIS: ‘Eu só quero que eles paguem’, diz mãe Investigados já respondiam a outros processos em colégio Clube de futebol afasta jogador após mandado de prisão Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo Divulgação/Disque Denúncia Relembre o caso Quatro homens foram indiciados por estupro com concurso de pessoas, e a Justiça expediu mandados de prisão contra todos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, que ainda não tinha decidido pela apreensão dele ou não. Por se tratar de um menor, a identidade não será divulgada. O que dizem os citados A defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota: “A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação.”

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