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Otan aumentou em 20% gastos militares em 2025 de olho em ameaça russa e após pressão de Trump, diz relatório

2026-03-26 - 14:20

Foto de arquivo, de agosto de 2020, mostra treinamento militar da Otan na Suécia. Antonia Sehlstedt/AP Os gastos militares dos 32 países membros da Otan aumentaram 20% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo o relatório anual da Aliança publicado nesta quinta-feira (26). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em 2025, os aliados "investiram um total de 574 bilhões de dólares (R$ 3 trilhões) em defesa, o que representa um aumento de 20% em termos reais na comparação com 2024", afirma o relatório. Todos os países cumprem o objetivo de destinar pelo menos 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) a gastos militares, meta fixada em 2014 para o horizonte de 2024. Sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, a Otan estabeleceu no ano passado uma nova meta: 3,5% de gasto estritamente militar até 2035, mais 1,5% dedicado a gastos relacionados com a segurança, o que representa um total de 5%. Levando em conta esses novos patamares, apenas três países atingiram a meta de 3,5% no ano passado: Polônia, Letônia e Lituânia. O outro país báltico, a Estônia, está muito perto do objetivo, assim como a Noruega. Todos os países da Otan aumentaram as despesas militares no ano passado, mas três registraram uma leve queda na proporção destinada a estes gastos em relação ao seu PIB. "Espero que os aliados, na próxima reunião de cúpula da Otan em Ancara (em julho), demonstrem que estão em um caminho claro e confiável rumo aos 5%", afirma o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na introdução deste relatório. Os Estados Unidos passaram de 3,30% em 2024 para 3,19% em 2025, a República Tcheca, de 2,07% para 2,01%, e a Hungria de 2,21% para 2,07%. A França permaneceu estável, com 2,05% em 2025, contra 2,04% do ano anterior. Espanha, Portugal, Canadá e Bélgica alcançaram o objetivo dos 2%. A Espanha, no entanto, é um país que destoa na aliança militar atualmente: o governo de Madri não assumiu o compromisso da meta de 5%, uma decisão muito criticada por Trump, que respondeu com ameaças comerciais.

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