Operação busca alvos de brigas e atentados a torcidas organizadas na região metropolitana de Maceió
2026-03-12 - 09:43
Integrantes de torcidas organizadas são alvos de operação policial na região metropolitana de Maceió Divulgação/PC-AL A Polícia Civil realiza, nesta quinta-feira (12), uma operação para prender dez suspeitos de envolvimento em diversos crimes relacionados a brigas de torcidas organizadas na região metropolitana de Maceió. Até a publicação desta reportagem, o número de presos não havia sido informado. De acordo com a polícia, os alvos são suspeitos de crimes de explosão, tentativa de homicídio, lesão corporal dolosa, dano e envolvimento em brigas de torcidas organizadas. Os mandados foram expedidos pela 8a Vara Criminal da Capital e são cumpridos na cidade de Satuba e nos bairros Tabuleiro do Martins, Cidade Universitária, Trapiche da Barra, Poço, Ponta Grossa, Bebedouro e Clima Bom, em Maceió. A investigação apura um atentado com artefato explosivo ocorrido no bairro Poço, em 29 de novembro de 2025, quando quatro torcedores do Clube de Regatas Brasil (CRB) foram agredidos enquanto seguiam para uma festa de torcida organizada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As vítimas estavam dentro de um carro e, ao pararem em um semáforo, foram atacadas por vários criminosos que desceram de outros quatro veículos. Eles estavam com pedras, barras de ferro e uma bomba caseira, que foi jogada dentro do carro dos torcedores do CRB. Todos os ocupantes do veículo ficaram feridos. Um deles, inclusive, ficou internado em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE). As prisões cautelares foram deferidas pela 8a Vara Criminal da Capital após representação da Polícia Civil, com acolhimento integral do pedido pelo Ministério Público. Segundo a corporação, as medidas visam garantir a ordem pública e reunir novos elementos de informação para o desfecho da investigação, além de reforçar a instrução criminal. “Essas operações visam desarticular grupos organizados que usam o futebol como pretexto para a prática de crimes graves, muitas vezes associando-se a facções criminosas”, afirmou o delegado Bruno Tavares.