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Obra de campo de futebol no Campo Olímpico de Golfe da Barra vira caso de polícia

2026-03-04 - 22:53

A Polícia Civil fez diligências em obras dentro do Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, e orientou a paralisação da construção de um campo de futebol – até que sejam apresentadas e analisadas todas as licenças ambientais. Segundo a investigação, a construção acontecia dentro da área destinada originalmente ao golfe — modalidade para a qual o espaço foi criado, em área considerada de proteção permanente. A Tanedo, empresa dona do terreno e responsável por ceder o espaço para a instalação do campo olímpico há mais de uma década, afirma que a destinação exclusiva da área é o fomento e o desenvolvimento do golfe na cidade. Um termo assinado em 2018 com a prefeitura reforça que o uso deve ser restrito à modalidade. Em janeiro, o RJ2 mostrou que o campo vinha sendo utilizado para outras finalidades: manobras radicais de carros, pousos de helicóptero e até festas de casamento (veja no vídeo abaixo). Campo Olímpico de Golfe vira palco de festas e obras para campo de futebol O impasse foi parar na Justiça. A Tanedo entrou com pedido para reaver o controle do espaço. Já a CRF Empreendimentos, empresa que administra o campo, quer continuar à frente da gestão. Também em janeiro, a Justiça determinou que a CRF não poderia realizar qualquer atividade que extrapolasse a destinação original do campo — incluindo obras para construção de campo de futebol, operações de aeródromo privado ou heliponto, ou qualquer intervenção que modificasse estruturalmente a área. Polícia Civil fez operação no Campo de Golfe Olímpico para investigar obra de campo de futebol Reprodução/TV Globo Apesar da decisão, a dona do terreno alega que as intervenções continuaram até a operação policial desta semana. O responsável pela CRF Empreendimentos e pela operação do campo é Carlos Favoretto. Como administrador, ele teria a responsabilidade de preservar o meio ambiente no local. Ao mesmo tempo, Favoretto preside a Fundação São Francisco de Assis, entidade que administra o Fundo da Mata Atlântica — um fundo milionário destinado a projetos de preservação ambiental. O que dizem os citados A CRF Empreendimentos, que administra o espaço, negou que a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro tenha interrompido as obras do campo de futebol nas instalações do Campo Olímpico de Golfe. A empresa afirmou que possui todas as licenças necessárias para a intervenção no local. Segundo a CRF, o caso está sendo discutido na Justiça e o que houve foi uma denúncia equivocada feita pela Tanedo, dona do terreno. A empresa acrescentou que milhares de atletas, profissionais e amadores, frequentam o campo de golfe regularmente e podem atestar o bom estado de conservação do espaço, que, segundo a administração, é referência mundial e recebe campeonatos internacionais. Em nota, a Polícia Civil informou que agentes da Delegacia da Barra da Tijuca realizaram diligências para apurar informações sobre a realização de obra sem licença no Campo Olímpico de Golfe. De acordo com a corporação, foi feita perícia e a investigação está em andamento. A Prefeitura do Rio informou que o licenciamento do campo de futebol no local está expirado. A reportagem pediu um novo posicionamento à CRF, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta matéria. Campo de Golfe Olímpico TV Globo

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