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O que são bombas gravitacionais de precisão, que os EUA prometem usar contra o Irã

2026-03-05 - 06:03

EUA afirmam ter atacado mais de 20 navios do Irã Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (4) que pretendem usar bombas gravitacionais de precisão nos próximos ataques ao Irã. Entenda o que é o armamento e quando ele é utilizado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio Segundo o secretário de Guerra do governo Trump, Pete Hegseth, o país possui um "estoque ilimitado" de bombas de gravidade e vai usá-las em breve contra o Irã. Infográfico - o que são bombas gravitacionais de precisão Editoria de Arte/g1 Mas, afinal, o que são bombas de gravidade? As bombas de gravidade são aquelas lançadas de aviões bombardeiros em direção a alvos específicos, explica o professor de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin. Esses artefatos dependem da gravidade e da velocidade do avião que a lançou para chegar ao destino. Normalmente, essas bombas têm como alvo pontos-chave do inimigo, como: veículos; depósitos de armas; edifícios de comando e controle; bunkers e depósitos subterrâneos. "Bombas de gravidade são as mais simples: as lançadas de aviões. Atualmente, muitas delas também são usadas para penetração, usam a gravidade e penetram no solo para destruir bunkers, por exemplo, e têm um mecanismo de explosão com retardo para poder explodir dentro dos alvos", detalha Brustolin. O equipamento é considerado um tipo "mais simples" de bomba pelo fato de o gatilho de detonação ser o próprio despejo da bomba pelo avião -- o primeiro formato de bombardeio criado na história. Apesar de "simples", isso não quer dizer que não há tecnologias avançadas em sua produção ou uso. Alta precisão: tecnologia direciona a bomba As bombas gravitacionais foram usadas nos ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a 2a Guerra Mundial. De lá para cá, foi desenvolvida a tecnologia capaz de direcionar a bomba até o alvo enquanto ela estiver no ar após ser lançada do avião -- daí o nome bomba gravitacional de precisão. "Esses kits podem funcionar a laser, a GPS ou por controle remoto de diversos tipos", afirma o professor. Esse modelo de artefato foi usado contra Irã no ano passado, quando uma MOP GBU-57 A/B foi lançada nas instalações nucleares em Fordo, na cidade de Qom (relembre aqui). Supremacia aérea Para o uso desse tipo de bomba, um fator é determinante: invadir o espaço aéreo inimigo sem que o avião seja alvo de mísseis ou acabe abatido. "Essas bombas geralmente são usadas quando existe superioridade ou supremacia aérea. Supremacia aérea é o nível mais elevado de controle do espaço aéreo do oponente quando você consegue sobrevoar o território do oponente livremente", diz Vitélio. Não houve alteração no modo de "gatilho" desse tipo de bomba ao longo da história. Vitélio diz que para lançá-la de um veículo, por exemplo, seria necessário um sistema de propulsão com gasto de muito combustível sólido capaz de mover bombas tão pesadas -- além de interferir na velocidade da bomba e, consequentemente, diminuir o impacto para atingir e penetrar o solo. LEIA MAIS: EUA reivindicam ataque de submarino a navio de guerra do Irã; 87 morreram, e há desaparecidos Trump admite falta de 'armamento de ponta', mas diz que EUA têm suprimentos para 'guerra para sempre' Trump diz que empresas dos EUA estão produzindo armas sob 'ordens emergenciais' Irã: equipes de resgate retiram corpos dos escombros após um ataque de EUA e Israel a uma escola em Minab. West Asia News Agency via Reuters Ataques do Irã diminuíram, dizem EUA Passados cinco dias desde o início da guerra, os Estados Unidos projetam que, em até uma semana, conseguirão dominar totalmente os céus do Irã. Um dos fatores que aponta para isso, segundo o governo Trump, é a diminuição dos mísseis lançados pelo regime iraniano -- para atacar outros países ou para se defender de bombardeios em seu território. "Os disparos de mísseis balísticos do Irã caíram 86% desde o primeiro dia de combates, com uma redução de 23% nas últimas 24 horas", disse o general Dan Caine, em entrevista nesta quarta (4), no Pentágono. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine falam em coletiva de imprensa no Pentágono, em Washington, no dia 22 de junho de 2025 sobre o ataque ao Irã Departamento de Defesa dos EUA/Reuters Segundo o general, os Estados Unidos estão "alvejando e eliminando os sistemas de mísseis balísticos iranianos para evitar que representem uma ameaça" para suas forças, seus aliados e seus interesses na região. Já os ataques com drones de uso único "caíram 73% em relação aos primeiros dias", acrescentou.

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