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MP denuncia deputado federal por lavagem de dinheiro em esquema de Adriano da Nóbrega

2026-03-19 - 15:30

Júlia Lotufo com Adriano da Nóbrega Reprodução O Ministério Público do Rio (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), a Operação Legado, contra um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado à exploração do jogo do bicho na Zona Sul do Rio e associado ao grupo comandado pelo ex-miliciano e contraventor Adriano da Nóbrega, morto em 2021 na Bahia. Os promotores cumpriram 2 mandados de prisão e 6 de busca e apreensão, todos autorizados pela 2a Vara Especializada em Crime Organizado. Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas, entre elas o deputado federal Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu (União Brasil). O parlamentar não é alvo de buscas. Venda de imóveis rurais por R$ 3,5 milhões Uma das denúncias apresentadas pelo MPRJ aponta a venda de dois imóveis rurais avaliados em R$ 3,5 milhões, que pertenciam a Adriano da Nóbrega, embora estivessem registrados em nome de terceiros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo as investigações, após a morte do miliciano, a viúva Julia Lotufo teria negociado as propriedades com o deputado Juninho do Pneu, mesmo sabendo que o patrimônio estava no radar das autoridades. Deputado Juninho do Pneu é denunciado em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho Reprodução O Ministério Público Federal (MPF) foi consultado sobre eventual foro privilegiado, mas se manifestou pela inexistência de relação entre os fatos e o exercício do mandato, afastando a competência federal. Jogo do bicho em Copacabana Outra frente da operação mira a lavagem de dinheiro de lucros oriundos do jogo do bicho na Zona Sul, especialmente em Copacabana. O MPRJ afirma que Adriano controlava pontos da contravenção em parceria com o bicheiro Bernardo Bello. Parte dos valores seria lavada por meio de empresas de fachada, criadas exclusivamente para movimentar e ocultar recursos ilícitos. A análise de apenas quatro empresas teria revelado mais de R$ 8,5 milhões movimentados em pouco mais de um ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre esses negócios fictícios estavam: um depósito de bebidas; um bar; um restaurante; e até um quiosque de serviços de sobrancelha em um shopping na Zona Norte, cuja conta registrou cerca de R$ 2 milhões em créditos em seis meses. Entre os denunciados está Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano da Nóbrega. Grupo continuou ativo após morte do miliciano, diz MP A terceira denúncia da Operação Legado aponta que a organização criminosa não só se manteve ativa após a morte de Adriano, como teria sofisticado sua estrutura. O MPRJ afirma que Julia Lotufo assumiu o comando das operações ilegais, gerenciando a contabilidade e o fluxo de ativos do grupo. O esquema envolveria: agiotagem, exploração de contravenção, e negócios no mercado imobiliário irregular.

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