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Mortes no Hospital Anchieta: Justiça do DF aceita denúncia, e três técnicos de enfermagem viram réus

2026-03-18 - 19:30

Polícia indicia três técnicos de enfermagem pelas mortes de pacientes na UTI do hospital Anchieta A Justiça do DF aceitou denúncia contra os técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no final de 2025. Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o inquérito e enviou o material ao Ministério Público com a proposta de indiciar os três técnicos de enfermagem que foram presos em janeiro por suspeita de terem provocado, pelo menos, três mortes (veja detalhes abaixo). Com a decisão, tornam-se réus no caso: Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos; Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos; Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos. Três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta TV Globo/Reprodução O Tribunal do Júri de Taguatinga também decretou as prisões preventivas de Marcos, Amanda e Marcela. Com isso, os três seguirão detidos por tempo indeterminado. Fontes ligadas à investigação afirmaram à TV Globo que o Ministério Público já acatou os indiciamentos e denunciou os técnicos à Justiça – que, agora, vai decidir se torna os profissionais réus pelos crimes. Os documentos estão sob sigilo. Em nota, a defesa de Marcos Vinicius disse receber "com surpresa" a decisão que converteu a prisão provisória em preventiva. Hospital Anchieta em Taguatinga. Google/Reprodução A defesa de Amanda Rodrigues de Sousa informou que recebe com tranquilidade a denúncia e confia na inocência de sua cliente (veja a íntegra abaixo). O g1 e a TV Globo tentam contato com os advogados de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo e Marcela Camilly Alves da Silva. Homicídios triplamente qualificados Foram concluídas as investigações sobre as mortes: da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, de Taguatinga; do servidor público João Clemente Pereira, 63 anos, do Riacho Fundo I; do servidor público Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, de Brazlândia. A Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil enquadrou as três mortes como homicídio triplamente qualificado (emprego de veneno; traição; uso de meio insidioso ou recurso que dificulte a defesa da vítima). Marcos Vinicius e Marcela Camile foram indiciados pelas três mortes. Amanda Rodrigues foi indiciada por duas delas. Se a classificação dos crimes for mantida e os técnicos forem condenados, Marcos Vinícius e Marcela podem pegar até 90 anos de prisão – e Amanda, 60 anos. Outras sete mortes investigadas No início do mês, a TV Globo mostrou que a Polícia Civil investiga outras sete mortes suspeitas na mesma UTI, ao longo de 2025. Esses casos seguem em apuração. As famílias contaram em depoimento aos investigadores que se lembram dos técnicos de enfermagem suspeitos trabalhando no leito de UTI – e desconfiam que as mortes dos parentes podem ter sido provocadas por eles. A polícia pretende analisar todas as mortes ocorridas durante os plantões de Marcos Vinicius. Não há prazo para a conclusão desse trabalho. Polícia investiga sete novas mortes na UTI do Hospital Anchieta O que diz a defesa de Amanda Rodrigues de Souza "A defesa de Amanda recebe com tranquilidade a denúncia, porque confia na sua capacidade de provar a inocência, e demolir sob o crivo do contraditório os seletivos, subjetivos, frágeis e perversos indícios de autoria e materialidade criados na fértil imaginação criminosa do delegado, e não percebidas pelo MP. Liomar Torres." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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