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MEC pune mais de 50 cursos de Medicina no Brasil por baixo desempenho

2026-03-20 - 14:20

Cursos de medicina no Brasil são punidas por baixo desempenho Assessoria O Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a mais de 50 cursos de Medicina de instituições públicas e privadas em todo o país, após resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. As medidas, publicadas nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), variam desde a suspensão imediata de novos alunos até restrições a programas federais como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni). A decisão afeta 351 cursos avaliados, com notas de 1 e 2 em uma escala de 1 a 5, e reflete a preocupação com a qualidade da formação médica no Brasil, que já enfrenta críticas pelo alto custo e deficiências estruturais. As punições foram divididas em grupos, conforme o nível de proficiência dos alunos – percentual de estudantes que demonstraram competências adequadas. O rigor das sanções aumenta à medida que os índices caem, visando corrigir falhas e proteger a sociedade de profissionais mal preparados. Grupo 1: Punição máxima para os piores desempenhos Instituições com nota 1 e menos de 30% de proficiência enfrentam suspensão imediata de ingressos, proibição de novas vagas, abertura de processo de supervisão e veto a contratos do Fies e outros programas federais. As afetadas incluem: Universidade Estácio de Sá União das Faculdades dos Grandes Lagos Centro Universitário de Adamantina Faculdade de Dracena Centro Universitário Alfredo Nasser Faculdade Metropolitana Centro Universitário Uninorte Grupo 2: Redução drástica de vagas Cursos com nota 1 e proficiência entre 30% e 40% tiveram corte de 50% nas vagas autorizadas, impedimento de expansão e restrições ao Fies e programas federais. A lista abrange: Centro Universitário Presidente Antônio Carlos Universidade Brasil Universidade do Contestado Universidade de Mogi das Cruzes Universidade Nilton Lins Centro Universitário de Goiatuba Centro Universitário das Américas Faculdade da Saúde e Ecologia Humana Centro Universitário CEUNI (Fametro) Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul Faculdade Zarns (Itumbiara) Grupo 3: Cortes moderados e monitoramento Para notas 2 com proficiência entre 40% e 50%, o MEC determinou redução de 25% nas vagas e limitações a financiamentos federais. Entre as penalizadas: Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Penápolis Universidade de Ribeirão Preto Universidade Iguaçu Universidade Santo Amaro Universidade de Marília Universidade Paranaense Afya Universidade Unigranrio Centro Universitário Serra dos Órgãos Universidade de Cuiabá Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto Afya Centro Universitário de Porto Velho Centro Universitário Ingá Faculdade de Medicina Nova Esperança Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba Faculdade Atitus Educação Passo Fundo Afya Centro Universitário de Itaperuna Centro Universitário Maurício de Nassau Faculdade Morgana Potrich Afya Faculdade de Porto Nacional Faculdade Uninassau Vilhena Centro Universitário Famesc Faculdade de Medicina de Olinda Faculdade Estácio de Alagoinhas Faculdade Atenas Passos Faculdade Estácio de Juazeiro Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes Faculdade Unicesumar de Corumbá Faculdade Estácio de Canindé Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês Além disso, outras 40 graduações com nota 2 e proficiência acima de 50% entrarão em supervisão e monitoramento, sem sanções imediatas, com direito a defesa. Universidades federais também na mira Pela primeira vez em anos recentes, instituições públicas foram incluídas. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) enfrentarão processos de supervisão. A UFPA, única pública com sanção imediata, perde 50% de suas vagas. O MEC alerta que as medidas cautelares podem ser revistas, prorrogadas ou endurecidas com base no Enamed 2026. "A qualidade da formação médica é essencial para o SUS e a saúde pública", afirmou o ministério em nota. Especialistas veem o Enamed como avanço para coibir a proliferação de cursos de baixa qualidade, impulsionada pela expansão desordenada nos últimos anos. (Fonte MEC/AgênciaBrasil) Cursos de medicina no Brasil são punidas por baixo desempenho Assessoria

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