Marília Arraes diz que candidatura ao Senado 'não tem volta'; Solidariedade afirma não responder por 'debates prematuros'
2026-03-03 - 20:43
Marília Arraes diz que candidatura ao Senado 'não tem volta' Marília Arraes está de saída do Solidariedade, quatro anos após ingressar na legenda para concorrer ao governo de Pernambuco. A ex-deputada federal afirmou, esta semana, que sua candidatura ao Senado Federal nas eleições deste ano "não tem volta atrás" e que vai apoiar a reeleição do presidente Lula (PT) e uma eventual candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Executivo estadual. Nesta terça-feira (3), o presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, divulgou uma nota em que deseja sucesso a Marília Arraes e afirma que o partido não pode "assegurar participação em palanque de terceiro partido que ainda não se encontra estruturado" (veja detalhes mais abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Conforme apurou o g1, Marília Arraes está em tratativas com o PDT, partido que, em Pernambuco, é presidido por Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social do Brasil. Em fevereiro, o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, afirmou à Folha de S.Paulo que Marília Arraes é o "plano A" do partido para garantir uma vaga no Senado por Pernambuco, numa eventual chapa em que João Campos concorre ao governo, e o senador Humberto Costa (PT) disputa a outra vaga na Câmara Alta. Na época, Carlos Lupi também afirmou que, para viabilizar a candidatura de Marília Arraes ao Senado, poderia até mesmo apoiar a reeleição de Raquel Lyra (PSD), governadora que a derrotou em segundo turno nas eleições de 2022 e principal adversária política de João Campos. No domingo (1o), Marília Arraes publicou um vídeo nas redes sociais em que disse que "assume a responsabilidade" e que "Pernambuco quer que a gente esteja no Senado". Ela citou pesquisas de opinião que a citam como o nome com maior intenção de votos. "Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população de Pernambuco que querem que a gente esteja no Senado. [...] A gente precisa ter força, força para aguentar a pressão. E quem não tiver força para aguentar a pressão, fique dentro de casa. Quero que as minhas três filhas escutem, mais na frente, que a mãe dela foi e é uma política que tem posicionamento, que respeita o povo de Pernambuco, que respeita a esperança das três filhas", disse. Marília Arraes (Solidariedade), pré-candidata ao Senado por Pernambuco Reprodução/Instagram Solidariedade Em outubro de 2025, o Solidariedade lançou a pré-candidatura de Marília Arraes ao Senado, em evento que contou com a presença de João Campos e do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Entretanto, a possível chapa do prefeito do Recife nas eleições deste ano tem uma profusão de pré-candidatos ao Senado, mas apenas duas vagas. Entre eles estão o senador Humberto Costa (PT), que pretende disputar a reeleição, e o próprio Silvio Costa Filho. Outro postulante é o ex-prefeito de Petrolina, no Sertão, Miguel Coelho (União Brasil). Entretanto, em fevereiro, ele, o pai e um irmão, tornaram-se alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. Isso teria reduzido as chances de um dos Coelho concorrer ao Senado. Em nota, Paulinho da Força disse que, desde a filiação da "combativa Marília Arraes", o partido lhe assegurou segurança institucional, estrutura política e apoio integral, e disse, ainda, que foi nessa legenda que a ex-deputada consolidou projeção nacional e autonomia. "Ao deixar o PT para disputar o governo do estado, diante da ausência de espaço partidário naquela legenda, foi o Solidariedade quem a acolheu com lealdade, garantindo sua candidatura sem ceder a qualquer tentativa de ingerência ou a arranjos que pudessem comprometer seu projeto eleitoral. Narrativas não se sobrepõem aos fatos. A marca do Solidariedade é clara: palavra dada, palavra cumprida, um princípio que, infelizmente, nem sempre prevalece na política brasileira", afirmou. Paulinho da Força também disse que o partido não pode ser responsabilizado por "debates prematuros ou por cenários que sequer estão formalmente constituídos". "O partido deseja que Marília Arraes tenha êxito em seus próximos passos e siga sendo respeitada como uma liderança comprometida com o desenvolvimento de Pernambuco", diz a nota. Confira, abaixo, a íntegra do posicionamento: "Desde a filiação da combativa Marília Arraes ao Solidariedade, o partido sempre lhe assegurou segurança institucional, estrutura política e apoio integral diante de todos os desafios que decidiu enfrentar. Foi no Solidariedade que consolidou projeção nacional e autonomia para trilhar seus próprios caminhos em Pernambuco. É importante recordar que, ao deixar o PT para disputar o governo do estado, diante da ausência de espaço partidário naquela legenda, foi o Solidariedade quem a acolheu com lealdade, garantindo sua candidatura sem ceder a qualquer tentativa de ingerência ou a arranjos que pudessem comprometer seu projeto eleitoral. Narrativas não se sobrepõem aos fatos. A marca do Solidariedade é clara: palavra dada, palavra cumprida, um princípio que, infelizmente, nem sempre prevalece na política brasileira. O partido orgulha-se, ainda, de manter o maior programa de capacitação de mulheres da política nacional, reafirmando seu compromisso com a participação feminina e com o fortalecimento da democracia. O Solidariedade não pode ser responsabilizado por debates prematuros ou por cenários que sequer estão formalmente constituídos. Não há como assegurar participação em palanque de terceiro partido que ainda não se encontra estruturado. Por fim, o partido deseja que Marília Arraes tenha êxito em seus próximos passos e siga sendo respeitada como uma liderança comprometida com o desenvolvimento de Pernambuco. Paulinho da Força Presidente nacional do Solidariedade" VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias