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Mancha Alviverde pagará R$ 2 milhões de indenização à família de cruzeirense morto em emboscada em SP

2026-03-03 - 17:43

Como foi planejada a emboscada da torcida Mancha Alviverde contra os rivais da Máfia Azul A Mancha Alviverde assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de São Paulo e deverá pagar ao menos R$ 2 milhões de indenização à família do cruzeirense José Victor Miranda, que tinha 30 anos quando foi morto por palmeirenses durante uma emboscada no km 65 da Rodovia Federal Fernão Dias, em Mairiporã, em outubro de 2024. Por intermédio da Promotoria de Justiça de Mairiporã e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a torcida organizada da Sociedade Esportiva Palmeiras assumiu a responsabilidade civil pelos danos decorrentes do episódio da emboscada. Torcedores do Cruzeiro retornavam do estado do Paraná após partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Outros 15 cruzeirenses ficaram feridos, um ônibus foi incendiado e outro acabou depredado. "Como condição para a manutenção de suas atividades e retorno aos estádios, a torcida deverá cumprir obrigações de transparência inéditas, com o envio periódico de listagem atualizada de todos os associados às autoridades e obrigatoriedade de informar órgãos de segurança sobre os deslocamentos e comboios organizados", destacou o MP. O órgão apontou, ainda, que o TAC tem natureza de título executivo extrajudicial e que a responsabilidade nas esferas criminal e administrativa não foram afastadas. Polícia ainda procura palmeirenses Quando o crime completou 1 ano, a Polícia Civil ainda procurava 18 palmeirenses acusados de participar da emboscada. Outros 24 já estavam presos, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Quem tiver informações sobre os palmeirenses foragidos pode ligar para o telefone 181 do Disque-Denúncia. Não é preciso se identificar. De acordo com o Gaeco, os palmeirenses usaram paus, pedras, bolas de bilhar, pregos e rojões para atacar ônibus de membros da Máfia Azul, principal torcida do Cruzeiro, na Rodovia Fernão Dias. Os veículos foram incendiados e os rivais cruzeirenses acabaram agredidos. As duas torcidas tinham uma rixa antiga por causa de outras brigas. Os próprios torcedores paulistas filmaram a ação criminosa contra os mineiros e postaram as imagens nas redes sociais, o que ajudou o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na identificação dos agressores. José Victor Miranda dos Santos, cruzeirense que morreu em emboscada feita por palmeirenses em SP Arquivo pessoal Palmeirenses que irão a júri Dos 20 palmeirenses que irão a júri, 17 estão presos, outros três estão foragidos. Eles são acusados pelo Gaeco do Ministério Público por um homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, perigo comum e recurso que dificultou as defesas das vítimas. Também respondem na Justiça por 15 tentativas de assassinato e por causarem tumulto, de acordo com a Lei Geral do Esporte. Veja abaixo a situação de cada um: Jorge Luiz Sampaio Santos: presidente da Mancha naquela ocasião do ataque à Máfia, ele renunciou ao cargo antes de se entregar à polícia e ser preso; Felipe Mattos dos Santos, o "Fezinho": era vice-presidente da Mancha e está preso; Luiz Ferretti Junior: advogado e torcedor preso; Jeovan Fleury Patini: torcedor preso; Alekssander Ricardo Tancredi: torcedor preso; Leandro Gomes dos Santos: torcedor preso; Diego Machado Sardella: torcedor preso; Rodrigo Santander Tosin: torcedor preso; Caio Cesar de Souza Guilherme: torcedor preso; Marcos Moretto Junior: torcedor preso; Alan de França Soares: torcedor preso; Lucas Henrique Marchelli de Lima: torcedor preso; Jesus Pedrosa de Almeida: torcedor preso; Vinicius Sales Canuto: torcedor preso; Aurélio Andrade de Lima: torcedor preso; Lucas Henrique Zanin dos Santos: torcedor preso _responde também na Justiça por ter adulterado as placas de um carro usado no crime; Alexandre Santos Medeiros: torcedor preso; Neilo Ferreira e Silva, o "Lagartixa": torcedor da Mancha, professor de boxe e muay thai, está foragido; Cesar Augusto Pinheiro Melo: torcedor foragido _responde também na Justiça por ter adulterado as placas de um carro usado no crime; Renato Mendes da Silva: torcedor foragido. Palmeirenses procurados por emboscada a cruzeirenses (da esquerda para a direita): Jorge Santos, Leandro Santos, Aurélio Lima (na primeira linha); Felipe Santos e Neilo Silva (na segunda linha) Reprodução

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