Mais de 1 milhão de pets ganham carteira de identidade no Brasil
2026-03-08 - 00:33
Registro no Sinpatinhas ajuda em políticas públicas e no caso de desaparecimento de animais domésticos Mais de um milhão de pets já receberam uma carteira de identidade no Brasil. O documento faz parte do cadastro no Registro Nacional de Cães e Gatos, o SinPatinhas, criado pelo governo federal para reunir informações sobre os animais de estimação no país. Nome: Bela Gomes. Idade: 15 anos. Shakir: 17. Costelinha: 3 meses. Cadastro no Registro Nacional de Cães e Gatos, o SinPatinhas Reprodução/TV Globo Nenhum integrante dessa turma parece disposto a enfrentar os perigos da rua sem uma carteira de identidade. “É o medo mesmo de perder e não encontrar. Então, com a identificação fica mais fácil. Se acontecer, as pessoas têm como localizar a gente para a gente poder encontrar nossos filhinhos, né?”, diz Roseli Gomes da Silva, recepcionista. Quando o Laranjinha escapou de casa, a Célia ofereceu recompensa. Mas não adiantou. “Durante um ano e meio eu fiz a campanha distribuindo cartazes pelo comércio, nos postes, também contratei até um serviço de alto-falante para durante duas horas ficar rodando todo bairro divulgando o desaparecimento dele”, conta Célia Alves, aposentada. Mais de um milhão de Lunas, Amoras e Thors brasileiros têm cadastro no Registro Nacional de Cães e Gatos, criado há quase um ano. Com serviço de graça, em que o tutor entra com a conta gov.br no site do SinPatinhas, coloca os dados e a foto do animal. O QR Code gerado pode ser impresso e colocado na coleira do bichinho. O Ministério do Meio Ambiente afirma que pretende usar as informações para orientar políticas públicas voltadas ao bem-estar animal. “Queremos ampliar a quantidade de estabelecimentos veterinários e médicos veterinários que estão registrados e atuam no SinPatinhas, para que todos possam registrar os procedimentos de castração, microchipagem e o lançamento das doenças”, afirma Vanessa Negrini, diretora de direitos animais do Ministério do Meio Ambiente. Em Santo André, no ABC paulista, funcionários do hospital veterinário municipal explicam a importância de fazer o cadastro. “Esse controle populacional para o município é importante, né? Porque evita doenças, evita zoonoses”, diz Daniela Freire, gerente do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Secretaria de Saúde de Santo André. É bem comum encontrar gente que se preocupa com o próprio bichinho e que já montou alguma estratégia para identificá-lo e não correr o risco de perder o seu bichinho. Estou aqui com essas duas meninas, a Filó e a Luna. A Filó tem na guia dela a informação com o telefone do tutor. No caso da Luna, ela tem um microchip de identificação. A Patrícia deixou de cuidar de gente, como psicóloga, para cuidar de bichos, como babá de pet. E agora coleciona histórias — como a do passeio com Solange Cristina. “A peitoral arrebentou. E ela saiu correndo. Eu fiquei apavorada, mas graças a Deus teve um final feliz. Eu corri, peguei, dei sorte. Mas seria um problemão, porque ela não tem identificação. A tutora ficou apavorada. Já correu hoje mesmo, já foi providenciar”, conta Patrícia Cabral, babá de pet. Já pensou perder o afeto que preenche a casa? “Eles são assim... calmante. E eu acho que o mundo precisa mais de pessoas para ajudar a cuidar deles”, diz Roseli Gomes da Silva, recepcionista.