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Mãe que viajou ao Egito para recuperar filho que não vê há 3 anos oferece recompensa por informações

2026-03-21 - 10:50

Mãe que viajou ao Egito para recuperar filho oferece recompensa por informações A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo passou a oferecer uma recompensa de 10 mil libras egípcias por informações de seu filho, Adam, levado ao Egito pelo pai sem a permissão da mãe em 2022. Karin segue sem ver o filho há três anos, mesmo tendo conquistado a guarda do menino no país africano, onde mora atualmente. Uma seguidora de Karin nas redes sociais se ofereceu para pagar a recompensa depois que duas buscas não tiveram sucesso em recuperar o menino. O valor é superior ao salário mínimo no Egito, de 7 mil libras egípcias, e vale cerca de R$ 1 mil. A recompensa começou a ser oferecida na sexta-feira (20). A defesa da mãe informou que também pediu à Justiça Federal de São Paulo a quebra de sigilo telefônico, telemático e de e-mails de Ahmed Tarek Mohamed Faiz Abedelkaleg, pai da criança. O objetivo é permitir o rastreamento por telemetria do homem. Segundo Karin, a Justiça ainda não decidiu sobre o pedido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp "Ninguém está aguentando mais tanta negligência. Dos dois lados, daqui e do Brasil também. Ninguém me dá posicionamento de nada. Tudo lento, cansativo, e absurdo, né? Estou esgotada", afirmou Karin. O g1 tenta contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o Ministério das Relações Exteriores sobre o caso, e a reportagem será atualizada quando obtiver retorno. LEIA MAIS ⏳ Linha do tempo: entenda os principais fatos da luta de Karin pela guarda do filho Mãe que viajou ao Egito para recuperar filho que não vê há 3 anos oferece recompensa por informações Reprodução/Redes sociais ➡ Nascida em Campinas, Karin morava em Valinhos (SP) com o filho e o então marido, Ahmed. Em setembro de 2022, ao voltar de uma viagem da Europa, a mulher não encontrou ninguém em casa. O homem viajou para o Egito com o menino que, na época, tinha 4 anos, sem aviso e sem a autorização de Karin. 🔎 No Brasil, o caso chegou a ser investigado pela Polícia Federal e, em 2023, a Justiça Federal de Campinas (SP) determinou a prisão preventiva de Ahmed, mas ele nunca foi encontrado no país. Karin abriu processo no Egito, para onde se mudou, e, em novembro de 2025, conquistou a guarda do filho em uma sentença do Tribunal de Apelações do Cairo. Pedido de quebra de sigilo A ativista campineira Karin Rachel Aranha Toledo conquistou, na Justiça do Egito, a guarda do filho Adam, que não vê há três anos. Arquivo pessoal De acordo com o advogado de Karin no Brasil, Rafael Paiva, o Egito tem criado dificuldades para cumprir medidas determinadas no processo, inclusive o mandado internacional de prisão expedido pelo Brasil contra Ahmed. Paiva afirmou que todas as decisões judiciais — tanto no Brasil quanto no Egito — reconhecem o direito de guarda de Karin. O entrave, segundo ele, está na execução prática das medidas pelas autoridades egípcias. Ele também disse que o pai estaria sendo avisado previamente das diligências, o que dificultaria as buscas. Segundo o perito Ricardo Caires, que também atua no caso, Ahmed pode estar utilizando linhas e aparelhos registrados em nome de pessoas próximas, como amigos ou parentes. Por isso, o pedido inclui a quebra de sigilo de contas e dispositivos associados a terceiros que possam estar servindo de apoio. Buscas sem sucesso e queixa contra família Mãe que viajou ao Egito para recuperar filho faz queixa contra pai por recusa Após as duas tentativas de busca por Adam no Egito, na casa do pai e da avó paterna, os advogados de Karin fizeram queixa contra ambos na Justiça egípcia, segundo Karin. Segundo os advogados, a queixa trata de contravenção penal contra o pai e a avó paterna pela recusa em entregar o garoto à pessoa legalmente autorizada a mantê-lo sob guarda, conforme a legislação egípcia. A defesa afirmou que é improvável que o pai tenha deixado o Egito com a criança, porque há proibição de viagem em vigor — a saída só poderia ocorrer com consentimento conjunto dos pais ou ordem judicial expressa, caso em que Karin seria formalmente notificada. Decisão na Justiça egípcia A sentença do Tribunal de Apelações do Cairo reverteu a decisão de primeira instância que havia retirado a guarda de Karin e transferido o menino para a avó paterna, sob a alegação de que a mãe era "inapta para cuidar do filho e inadequada para exercer sua guarda". No documento, traduzido por uma tradutora juramentada, os juízes afirmam que as acusações usadas pela família de Ahmed para afastá-la eram baseadas em “boatos” e que as alegações apresentadas pelo pai e pela avó paterna não tinham fundamento. A decisão ainda reconheceu que Karin se converteu ao Islã em 14 de julho de 2024, desmontando a alegação de que ela representaria risco à formação religiosa da criança. O tribunal determinou que Adam deve ficar sob a guarda da mãe e condenou os réus ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios nas duas instâncias. "A entidade responsável pela implementação deve agir mediante solicitação, e a autoridade competente deve auxiliar na sua execução, inclusive com o uso da força, se solicitado", diz o texto da sentença. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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