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Justiça torna réu jovem que agrediu e causou morte de tatuador no carnaval em Nuporanga, SP

2026-03-26 - 23:00

Justiça aceita denúncia contra jovem após morte de tatuador em Nuporanga, SP A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu um jovem de 25 anos acusado de agredir e causar a morte do tatuador Vitor Fonseca de Almeida Silva, de 42 anos, durante o carnaval, em Nuporanga (SP). Segundo as investigações, Fonseca morreu dois dias após levar um soco, cair e bater a cabeça na calçada na madrugada de 15 de fevereiro. Apontado como autor da agressão, Vitor Manoel Gomes de Jesus, de 25 anos, responde por lesão corporal seguida de morte. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em nota, o advogado do réu, Rafael Ferro, disse que manifesta absoluto respeito ao devido processo legal, às instituições e ao sistema de Justiça e que Vitor Manoel vai permanecer à disposição das autoridades competentes. Vitor Manoel, de 25 anos, foi acusado por causar morte de tatuador com agressão no carnaval de Nuporanga, SP. Reprodução/ Câmeras de segurança Inquérito associa soco à morte e descarta importunação O inquérito levado ao MP e que deu base à denúncia foi concluído pela Polícia Civil em março e concluiu que Vitor Manoel foi o responsável pela morte do tatuador. Além de o investigado ter confessado o soco, segundo as autoridades, a necrópsia associou a queda e a batida da parte de trás da cabeça da vítima na calçada ao traumatismo que levou à morte de Fonseca. LEIA TAMBÉM Tatuador morre após ser agredido durante o carnaval em Nuporanga, SP Polícia conclui inquérito e indicia jovem por morte de tatuador durante carnaval em Nuporanga Motivações, provas, versões: o que se sabe sobre morte de tatuador agredido no carnaval de Nuporanga, SP Vídeo mostra tatuador agredido em praça durante o Carnaval em Nuporanga, SP Amigos e familiares prestam homenagem em praça onde tatuador foi agredido e morto no carnaval em SP "O laudo confirma o nexo causal entre a agressão (soco que provocou a queda) e o resultado morte, decorrente do impacto da região occipital da vítima contra o calçamento", documentou o delegado no inquérito. Vitor Fonseca, de 42 anos, morreu após ser agredido no carnaval de Nuporanga, SP. Reprodução/ Redes sociais Ao confessar ter sido o autor do soco, Manoel alegou que agiu motivado por uma suposta importunação por parte de Vitor Fonseca vítima a menores, o que não se confirmou nos autos, de acordo com o delegado Clodoaldo Vieira, responsável pelas investigações. Na conclusão dos trabalhos, ele apontou que depoimentos reforçaram a tese de que uma frase dita pelo tatuador - "eu gosto de safadeza" - foi o estopim da agressão, mas não ficou comprovada a importunação. As imagens de câmeras de segurança da madrugada da agressão mostram o tatuador caminhando pela rua ao lado de adolescentes e uma menina, mas foram suficientes para a polícia entender que houve uma conduta suspeita. "Os arquivos de imagens e a cronologia dos fatos demonstram que a vítima não representava risco concreto de agressão física ao grupo. A conduta da vítima, embora, ao que pareceu, socialmente inadequada ao abordar uma criança desconhecida na madrugada, não configurava uma agressão injusta, atual ou iminente, capaz de justificar a reação violenta nos termos da legítima defesa." Além disso, o relatório menciona que o tatuador não esboçou nenhum movimento que demonstrasse que também partiria para as agressões. "Ficou claro que a ação do indiciado foi ofensiva e não uma reação a uma agressão injusta e iminente." O inquérito ainda menciona que o grupo de que o investigado fazia parte seguiu no local conversando, bebendo e fumando mesmo com a vítima caída no chão após o soco, antes da chegada do socorro médico. "Uma atitude de total indiferença para com a gravidade da situação", apontou o relatório. Amigos e familiares homenageiam designer que morreu após ser agredido no carnaval, em Nuporanga, SP Arquivo pessoal/Natayslla Garcia O que diz a defesa da família do tatuador Em nota, Ricardo Rocha, advogado da família do tatuador e que atua como assistente de acusação no processo, repudiou a alegação do acusado, de que agiu em defesa de um menor, e de que as investigações afastaram essa versão. "Trata-se de narrativa fantasiosa que busca, tão somente, eximir ou ao menos atenuar sua responsabilidade penal." Rocha também comunicou que segue acompanhando o processo em busca do completo esclarecimento dos fatos e da responsabilização criminal do agressor. "A família da vítima, ainda profundamente abalada, espera que a Justiça seja feita." Vitor Fonseca de Almeida Silva morreu após ser agredido durante o carnaval em Nuporanga, SP Redes sociais Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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