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Justiça nega recurso e mantém presos jogadores do Vasco-AC suspeitos de estupro coletivo

2026-03-04 - 22:43

Alex Pires Júnior, o Lekinho, se entrega à polícia por suspeita de estupro em Rio Branco A Justiça do Acre negou a liminar de habeas corpus solicitada pela defesa dos jogadores Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, suspeitos de estupro coletivo contra duas mulheres dentro do alojamento do clube, na madrugada de 13 de fevereiro, em Rio Branco. Com isso, o jogadores seguem presos no Complexo Prisional de Rio Branco. A informação foi confirmada ao g1 nesta quarta-feira (19) pelos advogados Robson Aguiar e Atevaldo Santana do Nascimento. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: Os jogadores que são investigados pelo estupro coletivo foram presos em flagrante pela Polícia Civil. Erick foi preso em 14 de fevereiro. Já no dia 17, a Justiça decretou a prisão temporária dos jogadores Matheus, Brian e Alex. Eles negam o crime. Conforme o advogado Robson Aguiar, defesa de Alex Pires, o recurso com o pedido de revogação da prisão foi feito em 19 de fevereiro, contudo, o Ministério Público do Acre (MP-AC) se posicionou contra a liberdade na última sexta-feira (27). Justiça nega liberdade de jogadores do Vasco-AC, presos por suspeita de estupro coletivo Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues "O MP-AC opinou pelo indeferimento do pedido de revogação temporária, assim, os jogadores poderão ficar presos por até 30 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Órgão ainda pediu urgência para a delegacia finalizar o inquérito e agora o caso está na mesa do juiz para a decisão", afirmou. LEIA MAIS O que se sabe sobre caso dos jogadores suspeitos de estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC Patrocinadores rompem contrato com Vasco-AC após contratação do goleiro Bruno e prisão de jogadores Ainda segundo Aguiar, nesta quarta-feira (4), ele se reuniu com a delegada Elenize Frez, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), para conversar sobre a prisão dos jogadores. "Conversei com ela, pois, uma delegada também tem o poder de pedir ao juiz que não necessita mais que os meninos fiquem presos, especialmente o Alex, que é o meu cliente", finalizou. Já o advogado Atevaldo Santana, que defende Erick, Matheus e Brian, confirmou que teve pedidode liberdade negado no dia 13 de fevereiro, assim, os jogadores também tiveram a prisão temporária mantida. Ele entrou com recurso contra a decisão na última sexta (27). "Estou esperando a liberação da Justiça, o pedido ainda não chegou nem a ser analisado pelo juiz", resumiu Santana. Os quatro jogadores do Vasco-AC suspeitos pelo crime de estupro devem ficar presos por até 30 dias Jogadores presos por estupro coletivo Os jogadores Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior são investigados pelo estupro de duas mulheres em 13 de fevereiro na capital. Em nota anterior, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações. Caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em 14 de fevereiro. À época, o delegado Alcino Souza, que estava de plantão, informou que encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as mulheres haviam procurado a delegacia pela manhã, mas não conseguiram formalizar a ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico. As vítimas relataram medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a registrar a denúncia. Ainda conforme a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas teriam sido submetidas aos abusos posteriormente. "Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação", resumiu o delegado. Os três jogadores tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 15 de fevereiro, no mesmo dia em que Erick Serpa, o quarto envolvido, teve a prisão mantida pela Justiça. No dia 17, os três jogadores se entregaram à polícia. O primeiro a se entregar foi Alex Pires Júnior (Lekinho), que foi até a Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado do treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario foram até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) com o advogado Atevaldo Santana. Ministérios repudiam homenagem a jogadores presos suspeitos de estupro coletivo no AC No dia 19 de fevereiro, o Vasco-AC fez sua estreia na Copa do Brasil na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da bola rolar, no entanto, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos. Contudo, a ação foi repudiada em conjunto, pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram como 'inaceitável' a homenagem. O gesto dos atletas também é investigado pelo MP-AC. Além da ação, o órgão também vai fazer investigação própria sobre a denúncia de violência sexual e vai analisar se houve possível omissão da justiça desportiva do estado. Reveja os telejornais do Acre

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