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Justiça Militar manda prender tenente-coronel indiciado por feminicídio da esposa que morreu com tiro na cabeça em SP

2026-03-18 - 11:30

Polícia pede prisão de Ten-Coronel pela morte da PM Gisele Alves O Justiça de Sâo Paulo determinou nesta quarta-feira (18) a prisão preventiva do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em casa com um tiro na cabeça, no mês passado. Ele foi preso pela Corregedoria da PM em São José dos Campos, por volta das 08h17 da manhã. Segundo fontes do g1, a decisão judicial pela prisão está em linha com o pedido da Polícia Civil, que indiciou Neto por feminicídio e fraude processual. A decisão das autoridades em pedir a prisão aconteceu após a Polícia Técnico-Científica anexar ao processo laudos relacionados ao caso. Indícios que constam em dois laudos foram determinantes para o delegado pedir a prisão: Trajetória da bala que atingiu a cabeça da vítima; Profundidade dos ferimentos encontrados. Viaturas da Corregedoria da PM chegam ao condomínio de São José dos Campos onde o tenente-coronel mora. Reprodução/TV Globo Com isso, o delegado concluiu que ela não se suicidou. O pedido de prisão foi feito pela Polícia Civil, com aval do Ministério Público de São Paulo, e pela Corregedoria da PM. O caso ocorreu na manhã do dia 18 de fevereiro e está sendo investigado pela polícia como morte suspeita. O corpo da vítima foi exumado, e o laudo necroscópico apontou que havia lesões no rosto e no pescoço da mulher. Laudo mostra que PM morta em São Paulo tinha ferimentos no rosto e no pescoço Segundo peritos, há sinais de que ela desmaiou antes de ser baleada na cabeça e que não apresentou defesa. O documento obtido com exclusividade pela TV Globo diz que essas lesões eram "contundentes" e feitas "por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal" (arranhões que indicam marcas de unhas). O tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido da policial militar Gisele Alves Santana. Reprodução/TV Globo A PM, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no Brás, região central de São Paulo. Ele estava no local e foi quem acionou o socorro. A defesa dele ainda não se pronunciou sobre o resultado do laudo. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita após a família dela contestar essa versão. O corpo da PM foi, então, exumado e passou por novos exames no sábado (7) no Instituto Médico-Legal (IML) Central da capital, incluindo uma tomografia. LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra policiais indo limpar apartamento depois de morte Horário da morte Caso da PM morta em São Paulo. Fantástico Alguns pontos chamam a atenção dos investigadores sobre a morte. Um deles é o horário da morte. Uma vizinha do casal afirmou à polícia que acordou às 7h28 depois de ouvir um estampido único e forte vindo do apartamento. Isso aconteceu cerca de meia hora antes da primeira ligação feita pelo marido da vítima ao serviço de emergência. Na chamada para a PM, registrada às 7h57, ele disse que a esposa havia se matado. “Minha esposa é policial feminina. Ela se matou com um tiro na cabeça. Manda o resgate e uma viatura aqui agora, por favor”, afirmou Neto na ligação. Minutos depois, às 8h05, ele ligou para o Corpo de Bombeiros e disse que a mulher ainda estava respirando. As equipes chegaram ao local às 8h13. Posição da arma Outro questionamento é sobre o disparo. Um dos socorristas relatou que a arma parecia estar "bem encaixada" na mão da mulher, de uma forma que nunca havia visto em casos de suicídio. Por achar a cena incomum, decidiu fotografá-la. O profissional também afirmou que o sangue já estava coagulado quando a equipe chegou ao apartamento e que não havia cartucho de bala no local. Socorrista diz que desconfiou da forma em que arma estava encaixada na mão de PM encontrada baleada Reprodução/TV Globo Banho No mesmo inquérito da Polícia Civil, depoimentos de socorristas que atenderam a ocorrência levantam questionamentos sobre a versão apresentada pelo marido da vítima. Em depoimento, o oficial afirmou que estava no banho no momento em que ouviu o disparo, mas os primeiros bombeiros que chegaram ao local disseram que ele estava seco e que não havia marcas de água no chão do apartamento. O tenente-coronel disse que entrou no banheiro para tomar banho por volta das 7h e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho que pensou ser de uma porta batendo. Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado Gisele caída na sala. Um sargento do Corpo de Bombeiros com 15 anos de experiência relatou que, ao chegar ao apartamento, encontrou Geraldo de bermuda, sem camisa e inteiramente seco. O declarante afirma que não havia nenhum tipo de pegada molhada que indicasse que o tenente-coronel teria saído imediatamente durante o banho, inclusive ele estava seco Ele também afirmou que o chuveiro do banheiro do corredor estava ligado, mas não havia poças de água no chão ou no corredor. A observação foi reforçada por um tenente da PM cuja equipe foi a primeira a chegar ao local dos fatos. Ele apontou que nem Geraldo nem Gisele aparentavam estar molhados ou terem tomado banho antes do disparo.

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