Justiça de Nova York marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO para junho
2026-02-06 - 17:05
Luigi Mangione durante audiência em tribunal de Nova York, em 1o de dezembro de 2025. Steven Hirsch/Pool via REUTERS A Justiça do estado de Nova York marcou para 8 de junho o julgamento de Luigi Mangione pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare. Mangione será julgado por homicídio no julgamento que corre na esfera estadual, segundo informou o tribunal nesta sexta-feira (6). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mangione, de 27 anos, é acusado de ter executado a tiros o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em uma calçada no Midtown Manhattan. O crime ocorreu em dezembro de 2024 e chocou os EUA. Mangione se declarou inocente das acusações de homicídio, porte ilegal de armas e falsificação. Ele também se declarou inocente das acusações de perseguição em um processo federal separado, cujo julgamento está marcado para 13 de outubro. O juiz da Suprema Corte do Estado de Nova York, Gregory Carro, marcou a data do julgamento do processo estadual em uma audiência realizada nesta sexta-feira, da qual Mangione participou acompanhado de seus advogados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Promotores do gabinete do promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, têm pressionado por um julgamento rápido, na esperança de avançar antes dos promotores federais. Thompson, que comandava o negócio de seguros de saúde da UnitedHealth Group, foi baleado e morto em 4 de dezembro de 2024, do lado de fora do hotel Hilton onde estava hospedado para uma reunião com investidores. Mangione foi preso na Pensilvânia após cinco dias de buscas e permanece detido desde então. Para alguns americanos que denunciam os altos custos da saúde e alegadas práticas de negativa de cobertura por seguradoras, ele se tornou uma espécie de herói popular na internet. Promotores estaduais inicialmente acusaram Mangione de terrorismo, mas o juiz Carro rejeitou essa acusação ao concluir que não havia provas suficientes de que as supostas ações de Mangione tinham como objetivo influenciar políticas públicas. Promotores federais do gabinete do procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York apresentaram separadamente acusações de homicídio, porte ilegal de armas e perseguição contra Mangione e disseram que buscariam a pena de morte. O juiz responsável por esse caso rejeitou as acusações de homicídio e de porte ilegal de armas em janeiro, por uma questão técnica. Isso eliminou a possibilidade da pena de morte, mas Mangione ainda pode pegar prisão perpétua se for condenado por perseguição.