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Justiça condena a mais de 30 anos de prisão réus por roubo que terminou na morte de jovem que tentava vender drone em SP

2026-03-10 - 13:53

Jovem é morta com tiro na cabeça na Zona Leste de SP A Justiça condenou, na semana passada, dois dos quatro presos pelo latrocínio (roubo seguido de morte) da universitária Beatriz Munhos, de 20 anos, ocorrido em 2025, na Zona Leste de São Paulo. Eles receberam penas de 30 anos de prisão cada um. Outros dois suspeitos permanecem presos e respondem em processo separado pelo mesmo crime contra a vítima. Beatriz foi morta com um tiro na cabeça ao reagir ao assalto, na frente do pai e do namorado. Câmeras de segurança registraram a ação (veja vídeo acima). Beatriz Munhos morreu após jogar spray de pimenta na direção de um dos criminosos, como mostra a foto a imagem da câmera de segurança da rua Reprodução/Redes sociais e arquivo pessoal No dia 1o de novembro, ela, o pai Lucas Munhos e o namorado Leonardo Silva saíam de carro de Sorocaba, no interior paulista, e foram de carro até Sapopemba para vender um drone anunciado por R$ 35 mil a um suposto comprador contatado pela internet. A família, porém, caiu em uma emboscada: a quadrilha fingiu interesse pelo equipamento para atraí‐los ao local. 'Foi uma emboscada', diz pai de jovem morta por ladrões que se passaram por compradores de drone 'Que crueldade fizeram com minha pequena', lamenta pai de jovem morta 'Que crueldade fizeram com minha pequena', lamenta pai de jovem morta com tiro na cabeça Segundo a investigação da Polícia Civil, dois assaltantes armados em uma moto aguardavam as vítimas. Ao anunciarem o roubo, pegaram primeiro o celular do pai de Beatriz. Em seguida, um dos criminosos caminhou com o namorado da jovem até o carro da família para tentar levar o drone. Nesse momento, Beatriz saiu e jogou spray de gengibre no rosto do ladrão, que atirou. Os bandidos fugiram com o celular do pai, mas não conseguiram levar o drone. Durante as apurações, a polícia analisou as imagens e identificou quatro pessoas com participação no crime: dois executores e dois mentores. Preso acusado de atirar e matar Beatriz Munhos durante assalto Reprodução/TV Globo Na última quinta‐feira (5), a Justiça julgou os dois executores. Diferentemente dos homicídios, latrocínios são julgados por juiz singular. Na sentença, o juiz Marcello Guimarães condenou Isaías dos Santos da Silva a 31 anos, 6 meses e 15 dias de prisão e Lucas Kauan da Silva Pereira a 30 anos, 4 meses e 15 dias. Polícia prende mais dois suspeitos de assalto em que jovem que vendia drone morreu Isaías confessou ter feito o disparo, alegando que não teve intenção de atirar e que se assustou quando a jovem usou o spray; ele estava na garupa da moto pilotada por Lucas, que admitiu participação no roubo. “A decisão representa uma vitória significativa para a família. Seguimos acompanhando o caso na fase recursal, caso os réus venham a interpor recurso, para assegurar que a condenação seja mantida em sua integridade”, afirmou ao g1 o advogado Fábio Bornia, que representa os interesses da família de Beatriz e atuou como assistente de acusação ao lado do Ministério Público no julgamento. A equipe de reportagem tenta localizar as defesas de Isaías e Lucas para comentar a decisão. Além dos executores, foram presos preventivamente Gabriel Ferreira e Mateus Andrade. Segundo a polícia, Gabriel criava perfis falsos em redes sociais para abordar anúncios de produtos de alto valor, como celulares e drones; Mateus também participava do esquema. O g1 também tenta confirmar com as autoridades se eles foram indiciados pela polícia, denunciados pelo Ministério Público ou tornaram‐se réus na Justiça pelo latrocínio. O caso dos dois tramita em outro processo, apartado do que julgou a morte de Beatriz. Polícia prende mentor e comparsa de assalto em que jovem morreu com tiro na cabeça ao tentar vender drone em SP Reprodução/TV Globo

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