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Jovem morre após mais de 12 horas de parto e marido acusa maternidade de negligência: 'Meu filho vai crescer sem mãe'

2026-03-21 - 16:00

Karoline Vitória Falcão Silva tinha 24 anos e foi submetida a cesariana para dar à luz ao segundo filho Arquivo pessoal A jovem Karoline Vitória Falcão Silva, de 24 anos, morreu após passar mais de 12 horas em trabalho de parto até ser levada para uma cesariana na maternidade de Rorainópolis, no Sul de Roraima. O marido, Francinei Freitas da Silva, de 36 anos, acusa a unidade de negligência e cobra investigação: "Meu filho vai crescer sem a mãe". O bebê passa bem. Karoline, segundo o marido, estava com 9 meses de gravidez, havia feito o pré-natal e esperava o nascimento do segundo filho. Ela também era mãe de uma menina de 6 anos. Ela morreu na maternidade Thereza Monay Montessi, unidade do governo o estado. Procurada sobre o assunto, a Secretaria estadual de Saúde (Sesau) não enviou resposta até a última atualização. A jovem morreu no dia 17 de março, por volta das 23h. Naquele mesmo dia, às 3h, deu entrada na unidade após ter um sangramento. Desde então, a família relata que a situação se agravou. Ela foi levada à sala de parto normal por volta das 14h, mas não evoluiu e foi submetida a uma cesariana. O bebê nasceu às 15h56. "Minha esposa fez muita força, muita força mesmo, demorou bastante na sala de parto e nada do bebê nascer, ele nem apontava. Então, foram ver os batimentos do meu filho, e eles estavam fracos. Minha esposa foi levada com urgência para a sala de cirurgia. Esse foi o último momento em que ela se manteve acordada", contou. Em nenhum momento durante essas horas, a equipe médica fez ultrassonografia para avaliar o bebê, segundo o marido. "Fizeram apenas o toque na hora em que eu cheguei", contou, ao acrescentar que a esposa "não resistiu e morreu por negligência médica". 'Nada vai trazer ela de volta' Ele relatou que não pôde acompanhar o nascimento do filho na sala de cirurgia e que só foi informado à noite de que a esposa estava em estado grave. O marido disse que suspeitou da situação por causa da movimentação no hospital. Ainda houve uma tentativa de levar Karoline ao Hospital Geral de Roraima em Boa Vista, mas no trajeto ela piorou e retornaram com ela a Rorainópolis, onde morreu. "Espero que a Justiça seja feita. Nada vai trazer minha esposa de volta. O que eu vou dizer para o meu filho quando ele tiver entendimento? Isso é muito dolorido para mim. Não desejo para ninguém", desabafou. Francinei acredita que o desfecho poderia ter sido outro. Segundo ele, no dia 16, um dia antes da internação, Karoline foi a uma consulta e recebeu indicação para cesariana no dia 18. Para o marido, ao dar entrada na maternidade no dia 17, ela deveria ter sido encaminhada para a cirurgia e não submetida a horas de tentativa de parto normal. "Tenho certeza que ela estaria aqui com o filho dela, feliz, com o filho que tanto sonhou. O problema aconteceu porque ela se esforçou demais, fez muita força. Falo isso porque acompanhei tudo de perto", disse. Na declaração de óbito emitida pela maternidade, consta que Karoline morreu por hemorragia pós-parto, choque hipovolêmico (quando o corpo perde muito sangue) e discrasia sanguínea (alteração no sangue). O marido registrou boletim de ocorrência por homicídio simples na delegacia de Rorainópolis. A Polícia Civil foi procurada, mas não enviou resposta até a última atualização. Karoline foi sepultada no dia 19 no cemitério de São João da Baliza, onde vivia com o marido a filha. O bebê recém-nascido foi registrado com o nome escolhido pelo casal: Mateo Kaleb. Ele está sob os cuidados do pai e da avó materna. Enquanto busca forças para recomeçar e lutar por Justiça, o marido convive com a saudade."Ela era uma ótima esposa, uma ótima mãe, super carinhosa, dedicada, amorosa. Minha esposa era tudo o que eu tinha". Ela e Francinei estavam juntos havia 3 anos. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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