Jovem de 26 anos é 12ª morte por intoxicação com metanol em SP; vítima consumiu vodca em janeiro
2026-02-04 - 21:25
Intoxicações por metanol Reprodução/TV Globo/Fantástico O estado de São Paulo registrou a 12a morte por intoxicação de bebida alcoólica "batizada" com metanol, segundo boletim divulgado pelo governo paulista nesta quarta-feira (4). A nova morte é a de um jovem de 26 anos, morador de Mauá, na Grande São Paulo . Segundo a TV Globo apurou, o jovem foi atendido em uma UPA e transferido para o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini no dia 20 de janeiro deste ano. O óbito foi no dia 29 de janeiro. A investigação epidemiológica do município apontou o consumo de vodca. Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que até o momento são 52 casos confirmados, sendo 12 óbitos (veja mais abaixo). Outras quatro mortes permanecem sob investigação, sendo em Guariba, de um paciente de 39 anos, em São José dos Campos, paciente de 31 anos, e dois de Cajamar, pacientes de 29 e 38 anos. 570 casos foram descartados. 🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. É altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até a morte. Também pode provocar insuficiências pulmonar e renal. Vítimas do metanol As outras vítimas de intoxicação por metanol são: Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, morador da cidade de SP Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos, morador da cidade de SP Marcelo Lombardi, de 45 anos, morador da cidade de SP Bruna Araújo, de 30 anos, moradora de São Bernardo do Campo Daniel Antonio Francisco Ferreira, de 23 anos, morador de Osasco Leonardo Anderson, de 37 anos, morador de Jundiaí Cleiton da Silva Conrado , de 25 anos, morador de Osasco Rafael Anjos Martins, de 27 anos, morador da cidade de SP Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, de 27 anos, moradora de Osasco Felipe Henrique Alves da Silva, de 26 anos, morador de Sorocaba Eduardo Barbosa, de 62 anos, morador de São Bernardo do Campo A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), informou que segue com as investigações para identificar toda a cadeia de produção e distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol no estado. Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, 46 pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, totalizando 66 prisões em 2025. Ainda conforme a polícia, as ações resultaram ainda na apreensão de 140 mil vasilhames, 22,5 mil garrafas e 481,5 mil itens utilizados na falsificação, como rótulos e lacres. Segundo o Instituto de Criminalística, em 149 apurações concluídas com 1055 garrafas, a presença de metanol foi confirmada em oito apurações, sendo 19 garrafas com a substância. Polícia de São Paulo investiga mais duas mortes por suspeita de intoxicação por metanol Sintomas e atendimento A recomendação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos. Os sintomas podem incluir ataxia, sedação, desinibição, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, convulsões e visão turva, principalmente após ingestão de bebidas de procedência desconhecida. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/. O Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) também oferece apoio para diagnóstico e orientação pelos telefones (11) 5012-5311 e 0800 771 3733. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1 Governo de São Paulo cria força-tarefa para apurar intoxicação por metanol