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Jogador acreano que mora perto do aeroporto de Dubai fala de rotina com explosões: 'Risco em sair de casa'

2026-03-03 - 18:33

Jogador acreano fala da rotina em Dubai com ataques no Oriente Médio O jogador acreano Otavio de Castro, de 23 anos, mora em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, há quase 5 anos e relata como é a rotina no bairro de Mirdif, onde vive com a mãe Raquel Correia e outro brasileiro, que também é jogador de futebol, com as interceptações de drones e mísseis pelo governo local. 👉 O conflito começou quando EUA e Israel lançaram bombardeios contra o território iraniano no sábado (28). Os ataques mataram o então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de autoridades militares do país. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Como resposta, o Irã lançou ataques retaliatórios contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas (leia mais abaixo), caso do Catar, dos Emirados Árabes e do Kuwait. Otavio de Castro mora no Oriente Médio há 5 anos Arquivo pessoal Ao g1, Otavio detalhou que o bairro é próximo ao Aeroporto Internacional de Dubai, que começou a retomar voos nessa segunda-feira (2) após ficar fechado por conta dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã. Ainda na segunda, o acreano registrou uma explosão próximo ao aeroporto. A proximidade com o aeroporto torna o bairro ponto crítico de defesa. Segundo ele, um possível drone foi interceptado e explodiu perto de sua casa. "Tem um risco em sair de casa, a maioria das pessoas que sai é para trabalhar ou porque tem que fazer alguma coisa na rua. Algumas pessoas sentem medo, mas tem bastante gente na rua, é um número bem menor, mas ainda tem bastante gente saindo. Então, o que a gente espera e torce é para que dê tudo certo e isso acabe o mais rápido possível”, comentou. A explosão de segunda, no entanto, não foi a primeira. “E não teve só isso daí não, teve várias outras interceptações em cima do lugar onde eu moro”, relatou. Aeroporto próximo a casa do acreano Otavio de Castro, em Dubai Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Acreana que está em Dubai relata medo durante ataques no Oriente Médio: 'Senti a casa tremendo' Otavio revelou ainda que há campinho de futebol em frente de casa, onde é comum encontrar crianças brincando, contudo, há dois que não as crianças não saem para brincar. "Não vi nenhuma criança na rua. O campinho em frente da minha está vazio. O governo emitiu uma nota no primeiro dia para que as pessoas trabalhassem de casa", confirmou. Clima de tensão Segundo o acreano, existe um clima de medo e tensão devido à situação. “Porque quando fazem a interceptação de drone, de míssil, ou seja lá o que for, faz um barulho muito alto de explosão no céu”, disse. Ainda de acordo com Otavio, na madrugada de segunda-feira (2), o governo enviou um alerta de segurança para a população se proteger contra os mísseis e drones enviados pelo Irã. Governo de Dubai emite alertas para a população sobre interceptação de drones e mísseis Foto: Arquivo Pessoal O acreano descreve ainda que parte da população está com medo e outra parte está tranquila, incluindo ele, por considerar o país seguro. Entretanto, não esperava que uma situação como esta fosse acontecer. Ele revelou que o sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, fez uma visita ao Dubai Mall para passar falar com o público e tranquilizar as pessoas. “E hoje [terça-feira, 3] teve mais ataque e conseguiram combater. Eles mandaram uma mensagem, primeiro que estava vindo mais mísseis e depois que passou. Acho que uma ou duas horas depois, mandaram outras mensagens para dizer que estava tudo sob controle, e eu espero que acabe logo nessa situação”, afirmou. Vida em Dubai Natural de Cruzeiro do Sul, Otavio foi para Dubai com a oportunidade de ser jogador de futebol. O acreano jogou no Al Hilal United de Dubai e, atualmente, aguarda para realizar uma cirurgia no joelho. No momento, o jogador está sem clube. Enquanto morava no Acre, Otavio jogou nos clubes Atlético Acreano e Náuas. Em Brasília, atuou pelo Taguatinga de Brasília e também no clube Atlético Tricordiano, em Minas Gerais. “Estou aqui desde 2022. Viajei para alguns países próximos, só pra jogar mesmo. E desde lá eu vim construir minha vida jogando futebol, que é o que mais amo fazer. Só que na temporada atrasada machuquei o joelho, rompi o ligamento e preciso fazer uma cirurgia”, compartilhou. Acreano Otavio de Castro foi para Dubai com a proposta de jogar futebol Foto: Arquivo Pessoal Para se manter, o acreano trabalha com marketing e venda de produtos on-line. “Criei um canal no YouTube, onde faço vídeos aqui em Dubai mostrando minha rotina, mostrando como que é aqui, passando um pouco sobre como é a cultura dos Emirados Árabes Unidos”, detalhou. Com o início dos conflitos, Otavio relata também que é difícil por ser uma situação que não estava tão próxima da sua realidade. “Vimos guerras acontecendo nos outros países, da Ucrânia e Rússia, Israel, Líbano, e quando veio para cá esse negócio de míssil, no início eu não vou mentir, fiquei com um pouco de medo, mas depois o governo passou confiança e fiquei mais tranquilo”, descreveu. Apesar dos riscos, o acreano não cogitou sair de Dubai e retornar ao Brasil. “É um lugar que eu gosto, já moro aqui já faz cinco anos, então, para mim é bem tranquilo, mesmo com essa situação que está acontecendo agora”, finalizou. Guerra EUA e Israel x Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nessa segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região. Trump confirma ataques ao Irã e diz que objetivo é 'defender o povo americano' de 'ameaças Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo. Reveja os telejornais do Acre

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