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'Jamais imaginei a gravidade de tudo aquilo', diz advogada argentina acusada de racismo no Rio

2026-02-10 - 13:45

Agostina Páez durante entrevista ao programa 'Mediodía Noticias', da TV El Treze Reprodução/El Treze A advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial após fazer gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, voltou a se defender publicamente e afirmou que nunca teve intenção de cometer um ato racista. Em entrevista ao programa ‘Mediodía Noticias’, do El Trece TV, Páez disse que o episódio do dia 14 de janeiro foi um “momento emocional” e que não imaginava a repercussão do caso. “Nunca tive a intenção de discriminar, muito menos de ser racista. Nunca”, afirmou. “Foi uma reação emocional. Jamais imaginei a gravidade de tudo aquilo e do que veio depois — o medo de sair na rua, de que algo pudesse me acontecer.” Durante a entrevista, a advogada criticou a atuação de um policial brasileiro envolvido no caso. Segundo ela, embora a maioria dos agentes tenha sido respeitosa, um deles teria dificultado o processo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça “Há um em particular que me fez sofrer durante todo esse tempo. Ele coloca obstáculos, faz coisas que não deveria fazer.” Quem é Agostina Paez, argentina investigada por gestos racistas no Rio A advogada também afirmou sentir que está sendo tratada de forma desigual. Prisão preventiva e tornozeleira Na quinta-feira (5), uma decisão da Justiça do Rio determinou a prisão preventiva de Páez, que chegou a ficar detida na 11a DP (rocinha). Horas depois, a medida foi revogada. Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, e está proibida de deixar o Brasil enquanto responde ao processo. Páez criticou o fato de sua imagem ter sido usada pela polícia em uma campanha contra crimes raciais. Entretanto, a Polícia Civil não usou imagens da advogada para nenhuma divulgação. “É muito humilhante. Não entendo por que fizeram isso comigo. Não sei por que me escolheram como alvo. Me perseguiram.” A advogada afirma que gostaria de retornar à Argentina e seguir acompanhando o caso à distância. “O que mais quero é voltar para a Argentina e continuar o processo de casa.” Segundo ela, a defesa pediu as gravações completas das câmeras de segurança do bar onde o episódio ocorreu. Entretanto, apenas parte do material teria sido entregue inicialmente. Agostina Paes, investigada por ofensas racistas Reprodução “Liberaram só dois vídeos. Não entregaram os outros, que são cruciais e mostram o que realmente aconteceu.” ‘Estão criando uma imagem de mim’, diz advogada A argentina também critica o que afirma ser a construção de uma narrativa negativa sobre ela a partir da repercussão midiática e de novas denúncias registradas dias após o episódio inicial. “Eu não sabia que estavam me filmando. Depois da primeira denúncia, registraram mais duas, como se quisessem enquadrar perfeitamente a imagem que estão criando de mim.” Páez afirma que está sendo tratada como culpada antes mesmo de qualquer decisão judicial. “Eu ainda não fui condenada e já estou sendo acusada como se fosse culpada de tudo.”

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