Júri de acusados por tentar matar grávida é retomado em Guararema nesta quarta
2026-03-18 - 13:50
Júri de acusados por tentativa de homicídio contra grávida é suspenso em Guararema O júri popular dos três homens acusados de tentar matar uma mulher grávida em Guararema foi retomado na manhã desta quarta-feira (18), após ter sido suspenso no dia anterior. O julgamento acontece na Secretaria Municipal de Emprego e Desenvolvimento Econômico (Semede). A fase de debates começou por volta das 9h40. Ao todo, sete jurados participam da sessão, sendo cinco homens e duas mulheres. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Durante a acusação, o promotor de Justiça Leonardo Dantas Costa se dirigiu aos jurados destacando a responsabilidade da decisão e citando dados sobre feminicídio. Ele também relembrou o caso e pediu que os jurados votassem com base nas provas, ressaltando que o sigilo do voto é garantido. Júri foi retomado nesta quarta-feira em Guararema Alessandro Batata/TV Diário Segundo o Ministério Público, os três réus respondem por tentativa de feminicídio e aborto. A acusação aponta que o ex-companheiro da vítima, Luciano Rodrigo dos Santos, teria planejado o crime por motivo torpe. Já Adriano Augusto de Lima teria sido contratado para executar o ataque, com agravantes como pagamento pelo crime e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Rodrigo Costa Ramos, por sua vez, é acusado de participação e de ter incentivado a ação. Ainda conforme o promotor, os réus tentam transferir a culpa entre si. A acusação sustenta que houve premeditação, escolha do executor e incentivo ao crime. LEIA TAMBÉM: Mulher desaparecida é encontrada em Guararema Suspeitos de tentativa de feminicídio em Guararema seguem presos Três homens vão a júri popular em Guararema por tentar matar grávida Júri de acusados de tentar matar grávida em Guararema é suspenso Depoimento da vítima A vítima, Maria Carolina de Andrade, falou sobre o caso nesta quarta-feira (18), durante o andamento do julgamento. “Eu nasci de novo. Eu tive essa segunda chance que Deus me deu. Eu consegui sobreviver, graças a Deus”, afirmou. Ela disse ainda que enfrenta dificuldades para reviver o caso, mas busca forças para acompanhar o julgamento. “Foi muito triste. Eu faço tratamento psiquiátrico, estou tomando medicação para aguentar tudo isso. Minha maior força é Deus”, declarou. Maria Carolina também contestou a versão apresentada por um dos réus. “Para mim é mentira. Eu nunca falei dele. Era pai dos meus filhos, eu estava gestante dele. Ele mandou matar o próprio filho. É muito triste, revoltante. Eu espero que a justiça seja feita”, disse. Relembre o caso A vítima tinha 39 anos na época do crime e foi encontrada ferida no dia 11 de fevereiro de 2024, em Guararema, após ficar desaparecida desde o dia 9. Ela foi reconhecida por familiares e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levada para um hospital em Mogi das Cruzes. De acordo com as investigações, a mulher foi vista pela última vez ao solicitar um carro de aplicativo. Dias depois, uma denúncia anônima levou à identificação de um suspeito, que foi localizado pela Polícia Militar. Ele confessou o crime e afirmou que o ex-companheiro da vítima teria oferecido R$ 5 mil para cometer o assassinato. Segundo a polícia, a vítima estava grávida e perdeu o bebê após ser atacada com golpes de faca no pescoço. Ainda conforme a investigação, o encontro no local do crime, um ponto de ônibus próximo a uma rodovia, teria sido marcado pelo ex-companheiro. A vítima também reconheceu o autor do ataque por foto. A arma utilizada no crime foi encontrada e apreendida pela polícia. Ponto de ônibus em Guararema onde mulher foi esfaqueada João Belarmino/ TV Diário Assista a mais notícias do Alto Tietê