Israel mantém estratégia de atingir a liderança do regime iraniano
2026-03-19 - 00:00
Ataque israelense mata ministro da inteligência do Irã Israel mantém a estratégia de atingir a liderança do regime iraniano. Um ataque nesta quarta-feira (18) matou o ministro da Inteligência do Irã. Esmail Khatib morreu em um ataque aéreo israelense, durante a madrugada, em Teerã. O ministro da Inteligência do Irã foi um dos responsáveis pela repressão brutal aos protestos contra o regime no fim de 2025 e em 2022. A imprensa estatal do Irã divulgou imagens do funeral de outras duas autoridades mortas na terça-feira (17): Ali Larijani, presidente do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholamreza Soleimani, comandante de um braço da Guarda Revolucionária Iraniana. Em um comunicado, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, disse que os responsáveis vão pagar o preço. Israel mantém estratégia de atingir a liderança do regime iraniano Jornal Nacional/ Reprodução Além dos três, ao menos outros oito líderes do alto escalão foram mortos desde o início da guerra. Entre eles, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que foi substituído pelo filho; o chefe do Conselho de Defesa Nacional; o ministro da Defesa; o comandante da Guarda Revolucionária; e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. O governo israelense considera o regime dos aiatolás uma ameaça existencial, já que ele prega a eliminação do Estado de Israel. Já do lado americano, Donald Trump chegou a admitir na semana passada que os objetivos de Israel e dos Estados Unidos podem ser um pouco diferentes. O governo dos EUA tem dito que quer impedir o avanço do programa de mísseis e de armas nucleares do Irã, e que havia evidências fortes e convincentes de que o Irã teria, em breve, capacidade de atacar os Estados Unidos. Nesta quarta-feira (18), as principais lideranças da inteligência do governo americano participaram de uma audiência no Senado. A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, disse que “o regime do Irã parece estar intacto, mas em grande parte enfraquecido” e que o Irã poderia construir um míssil balístico intercontinental antes de 2035, se quisesse.