Irã 'não tem mais líderes' depois de ataques, e Teerã concordou em 'nunca ter armas nucleares', diz Trump
2026-03-24 - 18:50
Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos, em 23 de março de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (24) que "o Irã não tem mais líderes" depois dos ataques americanos e de Israel, e que o país concordou em não desenvolver amar nucleares. Trump diz que a Casa Branca está "conversando com as pessoas certas" em Teerã para encerrar a guerra. Ele disse também que os iranianos querem encerrar a guerra, pois o poderio militar do país se esgotou. As declarações ocorrem momentos depois que uma pesquisa da Reuters/Ipsos apontou uma diminuição da aprovação dos ataques ao Irã pelos americanos, de 40% para 36%. Os Estados Unidos devem enviar milhares de novos soltadados para o Oriente Médio, segundo duas fontes informaram à Reuters nesta terça-feira (24). A medida amplia o reforço militar na região, mesmo com o governo de Donald Trump dizendo que está buscando negociações com o Irã. De acordo com as fontes, que falaram sob anonimato, as tropas são da 82a Divisão Aerotransportada, unidade de elite baseada em Fort Bragg, na Carolina do Norte. Elas não informaram o destino nem a data do envio. As autoridades, falando sob condição de anonimato, não especificaram para onde no Oriente Médio as tropas seriam enviadas nem quando chegariam à região. Uma das fontes disse à Reuters que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre o envio de tropas para o próprio Irã, mas que elas irão reforçar a capacidade para possíveis operações futuras na região. Procuradas, as Forças Armadas dos EUA encaminharam o pedido à Casa Branca, que não respondeu até a última atualização desta reportagem. Isarel e Irã lançam ataques aéreos intensos O destacamento desses soldados seria adicional ao envio, na semana passada, e milhares de fuzileiros navais e marinheiros a bordo do USS Boxer, um navio de assalto anfíbio, acompanhado por sua unidade expedicionária e outros navios de apoio. Os deslocamentos previstos ocorrem apenas um dia depois de o presidente Donald Trump ter adiado as ameaças de bombardear usinas de energia iranianas, afirmando que houve conversas "produtivas" com o Irã. O Irã negou que quaisquer negociações tivessem ocorrido.